Depois de ganhar as pistas em 2016 com o hit "Drinkee", contendo versos de poesia brasileira, e começar este ano com a poliglota "Johnny", feita para a trilha do game FIFA 2017, o duo SOFI TUKKER está de volta uma nova faixa, enquanto o seu álbum de estreia não sai.
Intitulada GREEEDY! "Greed", a canção já é velha conhecida dos shows da dupla, mas só foi lançada em sua versão de estúdio hoje, 20. O motivo? Hoje comemora-se o feriado do Dia do Presidente nos EUA e essa foi a oportunidade encontrada por Sophie Hawley-Weld e Tucker Halpem de se juntarem à horda de artistas insatisfeitos com o recém-eleito Donald Trump.
Para combinar com a temática transgressora, a música também apresenta um lado mais agressivo e energético na sonoridade do duo, combinando vocais gritados e percussões eletrônicas hipnóticas, amalgamadas por riffs de guitarra durante toda a sua duração.
Cantoras de países que estão em constante conflito e, consequentemente, com um alto índice de emigração, estão cada vez mais conseguindo espaço no cenário musical. Temos nomes em ascensão, como Noga Erez, Nadia Theran e Sevdaliza.
Essa última nasceu no Irã mas se mudou para a Holanda graças a uma bolsa de estudos para jogar basquete. Até chegou a competir profissionalmente no time que representa o país. Porém, ao decorrer do tempo, percebeu que sua paixão pela música palpitava mais forte e seguiu carreira, gravando dois EPs. Assim, caminhou para seu álbum de estreia, intitulado ISON, que deverá ser lançado ainda neste ano.
Musicalmente, Sevdaliza flerta com r&b, pop, música eletrônica minimalista e um toque de trip-hop. Em termos de composição, a artista expõe seu ativismo político e questiona o status quo. Um bom exemplo disso é a música "Bebin", na qual faz um protesto contra o decreto paliativo que o presidente Trump fez para proibir por um mês pessoas de alguns países, como o dela, a ingressar nos Estados Unidos.
Um dos pontos mais explorados na divulgação de American Horror Story é o tema a temporada em questão seguirá. Tanto que, na última, fizeram o contrário, e só fomos descobrir mais ou menos do que se tratava a nova história de Ryan Murphy no dia do lançamento!
Mas, como o diretor e roteirista tinha dito no ano passado, nessa nova etapa, não fará tanto mistério. Dito e feito! Em um entrevista ao programa do Andy Cohen, Murphy foi questionado sobre qual seria o nicho que a sétima temporada iria trazer. E ele respondeu: "Bem, eu não tenho um título, mas a temporada, que começaremos a filmar em junho, será sobre a eleição presidencial dos EUA. Então, eu acho que será interessante para muitas pessoas."
Na atuais circunstância sociopolíticas dos EUA, o produtor também foi perguntado se haveria algum personagem para representar o Trump - questionamento que respondeu com um "talvez".
Com o sucesso de Roanoke, que teve um tema mais amplo para poder experimentar formatos e fazer uma crítica ao consumismo e entretenimento, a nova temporada de AHS deve apostar nesse viés novamente. Veja o momento que ele comentou sobre o assunto na entrevista:
Fora isso, sabe-se a temporada politizada será protagonizada por Sarah Pulson e Evan Peters. Mas antes, vale lembrar que teremos Feud, outra antologia de Murphy, estreando em março, cujo primeiro trailer foi divulgado esta semana.
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Dando continuação ao projeto de lançar um tratamento visual para cada faixa de seu álbum de estreia, o recém-lançado About U, a banda MUNA divulga o lyric video de "Loudspeaker". A canção já possuía um videoclipe poderoso, o qual saiu em julho do ano passado.
Assim como o vídeo de "So Special", "Loudspeaker" foi roteirizado e dirigido por Isaac Schneider e Wyatt Winborne. Nele, vemos o trio jogando golfe e em sua já costumeira caminhonete vermelha. Uma garota sai de casa e começa a dançar enquanto ouve música em seus fones de ouvido.
Em uma entrevista concedida ao The Guardian no início de fevereiro, a guitarrista Naomi McPherson disse que a canção é "sobre o quão comum a violência sexual é para as mulheres. Sentimos que era importante falar sobre pessoas que agridem sexualmente mulheres se tornarem presidentes.", fazendo aqui uma clara referência a Donald Trump.
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Nesta quinta, 9, o Depeche Mode lançou o videoclipe de "Where's the Revolution", o primeiro single de seu futuro álbum, Spirit. A canção já havia sido divulgada na semana passada.
Seguindo a temática lírica, o vídeo provoca uma reflexão sobre a atual situação política dos Estados Unidos e do mundo. A direção ficou a cargo de Anton Corbjin, que já trabalhou em diversos outros clipes do trio.
Com fotografia em preto e branco e detalhes em vermelho, Dave Gahan fala em três diferentes atos em um palanque a trabalhadores e militares representados por dançarinos. A encenação emula discursos de líderes políticos e lamenta a inércia da população mundial frente aos absurdos da onda conservadora global. Grahan, Martin Gore e Andrew Fletcher performam fantasiados de Karl Marx e jogam suas bandeiras vermelhas ao chão ao final, como que desistindo da incitar a revolução.
Spirit estará disponível em 17 de março. Vale relembrar que, no dia seguinte, a banda iniciará uma turnê mundial e, provavelmente, fará shows no Brasil.
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Nesta quarta, 8, a Netflix divulgou o primeiro teaser de sua nova série, Dear White People, a qual é baseada no premiado filme Cara Gente Branca, de Justin Simien, de 2014.
Simien retorna para dirigir e roteirizar o seriado, além de Barry Jenkins, de Moonlight (2016), que dirigirá alguns episódios da primeira temporada. O enredo acompanha Samantha White (Logan Browning), Coco Conners (Antoinette Robinson), Joelle Brooks (Ashley Blaine Featherson) e Troy Fairbanks (Brandon P. Bell), quatro estudantes negros que têm que lidar com o racismo em uma universidade frequentada majoritariamente por estudantes brancos. Bell interpretou o mesmo personagem na versão cinematográfica. Dennis Haysbert é o narrador da história.
No vídeo, Samantha fala diretamente aos brancos, em um programa da rádio universitária, sobre fantasias para o dia das bruxas. Ela diz que pirata, enfermeira ou qualquer um dos primeiros 43 presidentes americanos são disfarces aceitáveis. Contudo, fantasiar-se dela é inaceitável. Então fotos de brancos fantasiados de negros são mostradas para demonstrar o desrespeitoso blackface.
O MUNA está com tudo! Menos de uma semana após lançar o clipe "I Know A Place" junto ao álbum de estreia About U, o trio revelação divulga o lyric video da faixa "So Special".
Assim como "Move Your Body" da Sia, o vídeo mais parece um clipe e mostra diversos jovens, sobretudo mulheres. Há garotas de diversas etnias, uma provável crítica ao clima de xenofobia criado pelas restrições aos imigrantes, graças às medidas do presidente Trump. Dessa forma, Katie, Josette e Naomi mostram que os EUA é formado por diferentes raças e cores.
Com direção e roteiro de Isaac Schneider e Wyatt Winborne, "So Special" tem diversos planos detalhes e fechados, transparecendo a fragilidade de um relacionamento de duas garotas que chega ao fim. Destaque para a dramática cena de uma delas apertando uma rosa até sua mão sangrar.
O material faz parte de um projeto que consiste em lançar um tratamento audiovisual para cada canção de About U. Em entrevista à The Fader, as membras da banda disseram que "Embora este projeto seja, tecnicamente, uma compilação de lyric videos, esperamos retratar as vulnerabilidades e complexidades do álbum em retratos visuais e diferentes experiências humanas. Seja por muita tensão e angústia após um momento difícil ou para se focar em criar algo, queremos que as pessoas usem este álbum. Queremos que as pessoas façam com que este álbum seja sobre elas".
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Depois de disponibilizar um trecho em sua conta no Twitter, M.I.A. lançou há pouco o videoclipe de seu novo single, "P.O.W.A". A faixa inédita é a primeira mostra de um provável sucessor do álbum A.I.M., de 2016.
Seguindo a temática de "Borders" e demais canções de seu último registro, a londrina aposta em um teor político na letra, tecendo uma crítica à atual fragilidade do clima político mundial ao citar Obama, Dalai Lama, Monsanto, FBI e Osama.
No verso "I'm not Rihanna, I'm not Madonna, I'm not Mariah, Or Ariana, I've been around in this world causing drama.", a cantora resgata a pressão sofrida pela indústria musical para tornar-se um ícone pop sensual como a barbadiana ou a estadunidense. Além disso, ela sabe que não possui o talento vocal de Grande ou Carey - e nem precisa disso. Dessa forma, M.I.A. canta em prol de sua originalidade e ideologia.
O vídeo, dirigido por ela mesma, mostra-a vestindo uma roupa típica da etnia tâmil, da qual descende, com um xale enorme pendulando ao vento. Uma fileira de dançarinos, também em trajes autóctones, faz uma coreografia de movimentos sequenciais e firmes com uma precisão incrível.
Assim, M.I.A. prova que sua relevância reside nas letras provocativas e em seu cuidado em deixar um legado à música pop.
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Como é bom apresentar uma novidade musical que, além de ser sonoramente promissora, tem comprometimento político. E esse é o caso de MUNA, um trio de Los Angeles formado por Katie Gavin, Josette Maskin e Naomi McPherson. Em seu site oficial, elas se definem como uma girl band de dark pop que mistura a inquietante sensualidade do r&b, ritmos do funk e a audácia do synthpop com um lirismo desenfreado e cru.
As três são assumidamente queer, termo guarda-chuva para minorias sexuais e de gênero que não são heterossexuais ou cisgêneros, e fazem questão de cantar sobre isso. Desde o ano passado, o MUNA ganhou destaque na cena alternativa e lançou clipes para as faixas "Winterbreak" e "Loudspeaker". E, neste sexta-feira, 03, lançaram seu álbum de estreia, chamado About U e, junto com ele, o vídeo de "I Know A Place".
Conforme contou em entrevista à revista Time, a canção foi escrita por Gavin na época do colegial ao saber que uma amiga próxima estava com câncer. Foi tocada no mês do Orgulho LGBTQ estadunidense e logo tornou-se um hino de representatividade. "Com 'I Know a Place', quisemos imaginar um lugar no qual nenhum de nós precisasse ter medo. Para celebrar o mês do Orgulho, a riqueza da história LGBTQ e sua capacidade de transformar bares e salões de dança em paraísos seguros. O espaço que havíamos imaginado era uma discoteca.", disse a vocalista.
"'I Know a Place' nunca deveria ser uma canção fúnebre. Está destinada a ser uma música de ação (...). Escrevemos nossa canção para ser a voz em nossas cabeças que nos diz para celebrar a paz em tempos de guerra, pois nossa batalha está apenas começando e, um dia, nossa guerra realmente chegará ao fim.", declarou à Time.
O clipe direciona tal mensagem posicionando o trio em uma agressiva paisagem industrial, permanecendo de braços dados contra uma barreira de um motim policial. Elas conduzem uma dança contra a tirania de seus algozes. fazem uma policial abaixar sua arma, dar trégua e vir para seu lado. Um detalhe: a placa do carro delas é "OMR", uma referência ao atirador do atentado da Pulse.
Após o atentado da boate Pulse, em Orlando, em 2016, a letra adquiriu ainda mais potência e, no atual clima político sombrio dos EUA, ganha um propósito ainda maior, oferecendo aos ouvintes uma fuga utópica da discriminatória agenda política de Trump.
Com uma mistura deliciosa de electropop, synthpop, indie rock, letras confessionais, engajamento político e representatividade, o MUNA é realmente uma ótima surpresa. Ouça seu disco de estreia abaixo, clicando em "leia mais".
Parece que 2017 é o ano dos retornos de grandes bandas dos anos 70 e 80. Na mesma semana em que Blondie anunciou o álbum Pollinator, o Depeche Mode traz ao mundo "Where's The Revolution", o primeiro single de seu vindouro disco, Spirit.
A notícia sobre o lançamento do sucessor de Delta Machine, de 2013, havia saído no fim do ano passado. Nele, David Gahan e cia trabalharam com James Ford do Simian Mobile Disco, o qual produziu a nova canção. Ford já contribuiu com artistas como Foals, Florence & The Machine, Arctic Monkeys, entre outros.
"Where's The Revolution" é totalmente política. Questiona o status quo, encoraja as pessoas a sairem de sua zona de conforto e iniciarem uma revolução. É perceptível a decepção na letra enquanto Dave descreve diversas mazelas sofridas por nossa sociedade e como não fazemos nada para mudá-las.
É curioso pensar que a época do auge do sucesso de exemplos como Blondie, Depeche Mode, The Smiths e Joy Division foi politicamente conturbada. Como nada é por acaso, esses retornos parecem um reflexo do conservadorismo aflorado que cresce em diversas partes do globo. E se Debby Harry nos trouxe uma sonoridade dançante pra esquecer momentaneamente as tensões da realidade, o Depeche Mode traz uma faixa que incita a reflexão.
Spirit será disponibilizado para venda no dia 17 de março e, após isso, o Depeche Mode fará uma turnê mundial chamada Global Spirit Tour, a qual inclui a América do Sul e, portanto, provavelmente também o Brasil.
Clique em "leia mais" para conferir a tracklist e a capa do álbum.
A posse de Donal Trump não agradou a muitos ao redor do mundo e um reflexo disso é a Marcha das Mulheres contra o político. O ato vem acontecendo ao redor em diversas cidades, como Sydney, Gênova, Nairóbi, Roma, Viena, Londres, Estocolmo, LA, Oakland, Nova York e Washington.
E agora chegou a vez de Lily Allen se unir ao time de figuras públicas nesse crescente cenário. A londrina compareceu à marcha em Londres, sua cidade natal, neste fim de semana e fez um cover de "Going To A Town", de Rufus Wainwright, o qual performou e gravou na ocasião. A faixa foi inclusa numa playlist montada pela cantora no Spotify.
A canção, uma parceria com Mark Ronson, rendeu um videoclipe emocionante dirigido por Bafic, registrando o protesto. A fotografia é toda em branco e preto e foca nas mensagens de indignação dos participantes.
Donald é conhecido por se posicionar contra imigrantes, a população LGBTQIA, ser extremamente sexista e racista. Isso vai de encontro às críticas que Allen vem fazendo sobre maneira com que a Europa lida com a crise imigratória, impedindo imigrantes de entrar no continente após séculos de exploração dos países de origem desses indivíduos. Ano passado, ela chegou a gravar um vídeo visitando o campo de refugiados em Calais, França, no qual se emociona e pede desculpas pela maneira que o Reino Unido trata o assunto.
Outros artistas, como Sleater-Kinney, David Longstreth, Alicia Keys e Janelle Monáe também se apresentaram nas marchas e eventos análogos de protestos ao presidente dos EUA. Monáe, Angela Davis e Keys fizeram discursos inspiradores na ocasião, relembrando aos participantes a importância das mulheres na política.
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Sem grandes novidades desde o álbum Reflektor (2013) e suas derivações, a banda canadense retorna triunfante com "I Give You Power".
A letra da canção diz "Eu te dou poder. Posso tomá-lo de volta – só veja!", uma clara mensagem de insatisfação com a conduta conservadora e hostil do presidente eleito dos EUA em tom de ameaça. Não poderia ser diferente, já que Staples, além de ser uma lenda do blues e música gospel, é uma conhecida ativista pelos direitos civis.
Em um tweet na conta oficial do grupo, uma mensagem de apoio foi escrita junto ao link de divulgação da música: "Nunca foi tão importante permanecermos unidos e cuidarmos uns dos outros. Com amor, Mavis Staples e Arcade Fire".
De acordo com o Consequence of Sound, o grupo canadense já terminou de gravar seu novo álbum, o lançará neste ano e "I Give Power" estará nele. O lucro obtido com o single será revertido para a ONG União Americana pelas Liberdades Civis. quedelicianegente.com
Após um período de seis anos sem lançar materiais novos, a banda virtual criada por Damon Albarn e Jamie Hewlett, Gorillaz, divulgou hoje (19) "Hallelujah Money". A canção é uma parceria com o premiado cantor, poeta, compositor e multi-instrumentista londrino, Benjamin Clementine.
Lançada já com vídeo na véspera da posse de Donald Trump, a faixa é um protesto à atmosfera política de 2016, particularmente à influência de questões monetárias e raciais das eleições estadunidenses. Descreve os EUA onírico e surreal que Trump prometeu aos eleitores e usa uma árvore como símbolo da prosperidade ocidental.
Dirigido por Albarn, Hewlett e Giorgio Testi, o material visual mostra Clementine num elevador, no qual são projetadas animações e trechos de filmes que refletem o terror e a crítica social do teor da letra. Entre as projeções, há A Revolução dos Bichos, de John Halas e Joy Batchelor, um vídeo de membros do Ku Kux Klan, entre outros.
Na conta oficial do Twitter do Gorillaz, escreveram o seguinte sobre a canção: "Em tempos escuros, precisamos de alguém que nos sirva de inspiração. Eu. Aqui lhes entrego um raio de verdade em uma noite sombria. Agora caiam fora! Coisas novas não vão se escrever sozinhas".
O novo álbum da banda ainda não tem previsão de lançamento, mas deve sair ainda neste ano.
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O Major Lazer não parece estar com pressa de lançar o disco Music Is the Weapon, sucessor do Peace Is the Mission (2015), visto que singles soltos geralmente dão menos trabalho e são mais lucrativos dentro do gênero que atuam.
Desde que emplacou seu último grande hit, "Cold Water", o trio composto por Diplo, Jillionaire e Walshy Fire já lançou músicas como "My Number" e "Believer". Essa última, parceria com o duo holandês Showtek, ganhou hoje o seu clipe oficial. E podemos dizer que ele é importante.
A produção, dirigida por Christopher Louie (criador da série XOXO da Netflix), acompanha a vida normal de menino do Oriente Médio, brincando com os amigos, saindo para fazer feira com a mãe e confraternizando com sua família. Tudo muda quando a cidade em que mora é bombardeada e os desdobramentos são abordados de uma maneira lúdica que chega a lembrar Onde Vivem os Monstros.
Segundo Louie, à Billboard, o clipe foi inspirado em Omran Daqneesh, aquele menininho de cinco anos cuja imagem após ter sido resgatado de um bombardeio em Aleppo chocou o mundo há alguns meses, tonando-o uma espécie de símbolo da gravidade e crueldade dos conflitos na Síria.
Pronto, tá acabando a onda de posts da Retrospectiva 2016. Chegamos ao último dia do ano com o último post, que abordará os temas e assuntos mais polêmicos dos últimos 365 dias, mas também trará um alívio, ao falarmos dos memes e virais e dos posts do site que se destacaram nesse período.
Na semana passada, Allie X veio ao Brasil para um show, mais especificamente em São Paulo, no dia 9.
Nós do QDNG não só fomos convidados a comparecer ao concerto pela W+ Entertainment, produtora que conseguir idealizar a vinda da cantora ao país, como também para realizar uma entrevista exclusiva com ela.
Ela foi extremamente simpática e nos recebeu no hotel em que estava hospedada um dia antes da apresentação. Nós fizemos as tietes, dando presentes e pedindo autógrafos. E assim iniciamos uma série de perguntas, que vão desde sua carreira até preocupações com a atual conjuntura política dos EUA, onde a canadense reside há alguns anos.
Ame ou odeie o Natal. Mas independentemente do que você pensa a respeito do feriado, as decorações estarão em sua cidade e a indústria, inclusive a musical, aproveitará o espírito da época para vender celebrar.
Pensando no lado mais fofo, algo que sabem fazer muito bem, a dupla She & Him lançou o álbum especial Christmas Party no finalzinho de outubro. No registro, o produtor M. Ward e a atriz Zooey Deschanel trazem 12 canções - entre elas, um cover de "All I Want for Christmas" de Mariah Carey e "Winter Wonderland", a qual ganhou um clipe de derreter qualquer coração gelado de Grinch.
Dirigido por Josh Hittleman, o vídeo mostra cãezinhos da raça pug caracterizados com fantasias festivas, roupas de inverno, correndo na neve e até mesmo filhotinhos esperando para poder abrir seus presentes.
Além das citadas, só no mês passado, a artista lançou um clipe lindo e bizarro da canção-título, além de contar com a presença da ativista Lorraine O' Grady em "Marrow". Agora, está de volta com o tratamento visual da música mais polêmica do registro: "Obama".
O vídeo segue o estilo da maioria dos lançados até agora, trazendo mulheres dublando e interpretando a canção. Entretanto, junto com o trabalho, Anohni divulgou na descrição do trabalho no Youtube uma espécie de carta aberta direcionada ao atual presidente dos EUA, pedindo a soltura de Chelsea Manning - militar transgênero que cumpre mandato de 35 anos de prisão, sob a acusação de vazar informações secretas ao site Wikileaks.
A cantora ainda ressalta que se Chelsea não foi libertada agora, em tempos de Trump, apodrecerá na cadeia, e que ela não representa nenhuma ameaça nem interesse político agora, com o mandato de Barack Obama prestes a acabar.
O resultado das eleições presidenciais continuam exaltando o showbizz norte-americano. Entre diversas opiniões - afinal, na prática, ambos os candidatos tem nuances bem problemáticas em fatores diferentes - nesse nicho, se destacam as contra a eleição de Donald Trump. Após nomes como Nicki Minaj, Willow Smith, Lady Gaga e Katy Perry falarem sobre o assunto, Lauren Jauregui também expôs sua opinião, através de uma carta aberta divulgada em coluna na Billboard.
A cantora do grupo Fifth Harmony falou sobre a plataforma de governo retrógrada e anti-minorias do político republicano:
"Para todo e qualquer apoiador do Trump tentando falar que votar nele não significa ser racista, homofóbico, sexista, xenofóbico, idiota... Que você só gosta da maneira que ele não liga para o que as pessoas pensam e falava o que ele queria... Que ele não era um político, então não faz parte politicagem e não tinha dinheiro corrupto o bancando... Isso é para você:
Suas palavras são inúteis, porque as suas ações levaram a uma destruição de todo o progresso social que fizemos como nação. Você, com sua pura ignorância e recusa em entender o funcionamento do governo e do mundo, deixou um magnata faminto assumir os Estados Unidos da América. (...) Vocês são HIPÓCRITAS.
'Restaurar a América' é só estagnar o avanço da nossa consciência. Você votou numa pessoa que construiu uma campanha com base no ódio. Ele manipulou TODOS com facilidade, falando com as partes sombrias de vocês, que começavam a se sentir envergonhados da maneira que viam o mundo "politicamente correto". Ele ganhou, porque ele falou com as suas partes que se acham superiores ao resto de nós (assim como Hitler fez na Alemanha antes do Holocausto! Leiam a autobiografia dele: Mein Kampf)."
Com bastante eloquência, a artista ainda discorre sobre igualdade de gênero, liberdade, racismo, sobre como usam a religião cristão como desculpa para o ódio, e ainda revela sua sexualidade, a qual sempre foi motivo de rumores entre os fãs:
"Eu sou uma mulher cubana-americana bissexual e sou orgulhosa disso. Sou orgulhosa de fazer parte de uma comunidade que projeta o amor, a educação e o apoio de um ao outro. Sou orgulhosa de ser neta e filha de imigrantes que bravamente deixaram suas casas para entrar num novo mundo com uma língua e cultura diferentes e se imergiram sem medo para começar uma vida melhor para eles e suas famílias."
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A eleição de Donald Trump como presidente da terra do Tio Sam causou um grande furor em meio às celebridades que não compactuavam com sua agenda conservadora e/ou apoiavam a candidatura de Hillary Clinton.
Em meio a diversos protestos on e off-line, com nomes como Lady Gaga, J.K. Rowling e Katy Perry, alguns resolveram usar a música para serem ouvidos. Esse é o caso de Nicki Minaj, que lançou, nesta terça-feira (15), a faixa "Black Barbies", versão de "Black Beatles", hit do duo Rae Sremmurd.
Nicki, que nasceu em Trindade e Tobago e é naturalizada norte-americana, traz uma nova carga crítica à faixa, e manda um recadinho direto para Trump no verso "Island Girl, Donald Trump want me go home", em referência ao seu discurso sobre imigrantes e seus planos de deportação de estrangeiros do país. Ouça: