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Crítica: as histórias da vida humana como microuniverso em “Justiça”



Justiça, a minissérie da Globo, pegou todos de surpresa com seu trailer nas redes sociais da emissora. Ao som de "Hallelujah", cantada por Rufus Wainwright, o vídeo nos apresentava quatro histórias que acompanharíamos por um mês: o assassinato da filha de Elisa (Débora Bloch), a prisão armada para Fátima (Adriana Esteves), o racismo sofrido por Rose (Jéssica Ellen) e o crime de eutanásia cometido por Maurício (Cauã Reymond).

Por meio do recurso narrativo que interligava todas as histórias em Recife, a minissérie conseguiu discutir justiça de diversas formas e mostrou como estamos unidos enquanto sociedade. Esse foi um dos seus maiores feitos: explicitar por ligações grandes ou não que o mundo é pequeno e que, de alguma maneira, todos fazemos parte da vida uns dos outros.



Crítica: com a história de Maurício, “Justiça” discute a usabilidade das pessoas



Às sextas-feiras, Justiça trouxe a história de Maurício (Cauã Reymond), que foi preso por ter desligado os aparelhos de sua esposa. Após ser atropelada por Antenor (Antônio Calloni), Beatriz (Marjorie Estiano) fica tetraplégica e, nesse estado, pede que o marido faça a eutanásia. Depois de sete anos preso, Maurício busca se vingar do motorista que causou a tragédia. O problema é que o homem é um político famoso que concorre à Governador de Pernambuco.

No começo, a narrativa não foi muito movimentada e, por diversas vezes, a história serviu de pano para muitos outros personagens, como Mayara (Julia Dalavia). Depois de tentar matar Antenor, o ex-marido de Beatriz passa por um momento de desistência. Sua motivação parece facilmente perdida e não é muito bem tratada pelo roteiro, a ponto desse sentimento de resignação não ser passado de forma palpável. Somente quando conhece Vânia (Drica Moraes) ele cria outro plano de destruição.

Com a atuação voraz de Drica Moraes, a história ganha outro fôlego e começa a desenhar melhor o ponto em que deseja tocar. Maurício se aproveita da fragilidade de Vânia para desmascarar os vários esquemas de corrupção de Antenor. Depois disso feito, ele descarta a mulher que o ajudou de forma quase ingênua. São nesses capítulos que vemos a utilização de pessoas como ferramentas para atingir os objetivos, por mais parcos ou sérios que sejam. Antenor usa as prostitutas como objetos de prazer, Maurício usa Vânia como granada para explodir a carreira do político, ela, por sua vez, o usa como saída de um relacionamento abusivo e, com sua morte, acaba pagando o preço mais alto.

Do ponto de vista técnico, é impossível não perceber que a narrativa de Maurício não teve tanta força quanto as outras. Talvez por ser o último capítulo de toda semana, as pequenas pontas soltas que eram deixadas nos outros dias precisavam ser amarradas enquanto outros assuntos eram desenvolvidos. De todo modo, a minissérie ainda conseguiu tocar em uma questão fundamental quando começamos a investigar a justiça: os poderosos realmente são punidos? Talvez não por aparatos legais, mas a vivência humana nos leva a acreditar que existe algo de reativo nas decisões que tomamos: tudo o que fizermos vai nos afetar de algum modo.

Leia também o que achamos das histórias de Elisa, Fátima e Rose.
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Cauã Reymond vive a travesti Clara no clipe “Your Armies” da Barbara Ohana!



Depois do clipe "Feliz e Ponto" do SILVA - além do posicionamento de artistas como Jaloo, Liniker, Rico Dalasam, Pabllo Vitar, Johnny Hooker, entre outros - temos mais um trabalho brasileiro em prol da diversidade de sexo e gênero: se trata de "Your Armies" da Barbara Ohana.

A cantora é sobrinha da atriz Claudia Ohana e no ano passado lançou independentemente o EP Dreamers, que já conta com o single "Golden Hours". Suas influências vão desde Lana Del Rey, passando por St. Vicent e Lykke Li, chegando a coisas como David Bowie e Radiohead.

Seu mais novo clipe conta com direção de Allexia Galvão e Daniel Rezende (este último foi indicado ao Oscar pela montagem de Cidade de Deus, além de ser esposo da artista), fotografia de Leandro Pagliaro, caracterização de Max Weber, figurino de Marie Salles e a preparação do elenco - que conta com Barbara, Cauã Reymond e Julio Machado - assinada por Andrea Cavalcanti.

No curta, Cauã - que também é produtor do trabalho - vive a travesti Clara, seu segundo papel LGBTQ+ (o primeiro foi no filme Estamos Juntos), se juntando à Barbara em uma história de altos e baixos que te surpreende do começo ao fim - por isso não vamos dar spoiler. Tudo isso com uma fotografia p&b, um clima noir, uma edição que se baseia fortemente em um jogo de espelhos e um final quase à la Lisbeth Salander.

Embora muito bem executada, a produção pode gerar controvérsias pela utilização de um ator cis-hétero interpretando um papel de uma pessoa trans, já que esta é uma fatia social imensamente invisibilizada. Se, por um lado, há sem dúvidas muitas atrizes trans que poderiam viver a personagem, por outro, será que, por não termos nenhum exemplo conhecido entre o grande público, o vídeo atingiria tantas pessoas? Uma complicada faca de dois gumes. Seja como for, assistam:


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Estreias da semana com “Need For Speed”, “Alemão” e “Ninfomaníaca - Volume 2”!



Senta, conta o dinheiro e se acalma, porque a gente vai te dar uma ajuda nessa loteria que às vezes é o cinema. Se bem que, pra quem está com dinheiro$, não faz mal apostar em mais de dois filmes.

Need For Speed (Need For Speed, Scott Waugh)
Tobey Marshall (Aaron Paul) é um piloto de corridas ilegais. Quando seu melhor amigo morre por negligência de Dino Brewster (Dominic Cooper) ele é preso. Agora, que saiu da cadeia, pensa em vingança, acima de tudo. É, né gente, é um filme de ação com um bando de carros correndo furiosamente e capotes e mais capotes (vide trailer). É quase um filme feito pra quem não aguenta esperar pelo novo Velozes e Furiosos.



Alemão (Alemão, José Eduardo Belmonte)
Com ares de "filmaço importado", Alemão trata sobre a operação de ocupação policial que aconteceu no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro, em 2010. Protagonizado por Cauã Reymond e com nomes como Caio Blat e Antônio Fagundes (ué, sem Selton Mello e Wagner Moura?), o filme promete ser tenso, juntar imagens de arquivo e fazer uma teia ficcional maravilhosa para nos transportar para esse marco da história do Rio. Vamos até nos meter a dizer que tá Argo meets Cães de Aluguel, mas, assim, sem compromisso nenhum, né gente.



Refém da Paixão (Labor Day, Jason Reitman)
Um criminoso (Josh Brolin) é ajudado por uma mãe depressiva (Kate Winslet) e seu filho pré-adolescente (Gattlin Griffith) sem eles saberem que o rapaz é um foragido. Daí o que pode soar como um filme mediano + 1 da Tela Quente, se transforma em um debate cuidadoso sobre Síndrome de Estocolmo, protecionismo e amadurecimento. Tudo amarrado com um fotografia, ó, 10. [trailer]

Os Filhos do Padre (Svecenikova Djeca, Vinko Bresan)
Um padre (Kresimir Mikic) fica assustado quando descobre que na vila em que é pároca há mais mortes do que nascimentos. O que ele faz? Se junta ao comerciante de camisinhas Petar (Niksa Butijer), que se confessa um assassino por não deixar as mulheres engravidarem, para furá-las e assim aumentar a taxa de natalidade. Daí que o número de casamentos também aumenta e as autoridades começam a desconfiar que há algo de errado com os preservativos. Assim, de leve, MELHOR roteiro. [trailer]

Justin e a Espada da Coragem (Justin and the Knights of Valour, Manuel Sicilla)
Justin (Freddie Highmore) quer ser um cavaleiro e para isso precisa sair a procura da espada de seu avô. Para sua aventura ele passa por um treinamento, tem mascotes, o vilão com voz grossa, a ajudante mulher que provavelmente também é interesse amoroso, uma animação, assim, até ível e só. Vai que você tá podendo gastar todo seu dinheiro, né. [trailer]

A Música Nunca Parou (The Music Never Stopped, Jim Kohlberg)
Depois de 20 anos sem ver seu filho, Henry Sawyer (J.K. Simmons) volta a ver seu filho (Lou Taylor Pucci), após 20 anos sem contato, porque o rapaz está com um tumor no cérebro. Daí que para ajudá-lo, Henry decide direcionar todas as suas forças na musicoterapia. Pronto, a partir daí um monte de cenas com potencial emotivo nas alturas já estão preparadas. Para os amantes de rock, melhor ainda, mas todos nós temos uma memória musical afetiva, ou seja, apenas o filme pra desmoronar no cinema sem vergonha da quantidade de lágrimas escorrendo no seu rosto.



Ninfomaníaca - Volume 2 (Nymphomaniac: Vol. II, Lars von Trier)
A crônica da auto-diagnosticada ninfomaníaca Joe (Charlotte Gainsbourg) continua na segunda e final parte desse projeto do sempre polêmico (ai, a "mídia") von Trier. O encerramento promete muitas outras perspectivas sobre a vida da protagonista, enquanto ela narra suas experiências para Seligman (Stellan Skarsgård). Só essa parte do trailer em que Joe tenta se ver livre de tudo em sua casa com que pode exercer seu desejo sexual é de fazer a gente se levantar, pedir licença, e ir ao cinema.


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Delícia Especial Avenida Brasil: Boys e girls magia da novela!



Tá na hora de dizer Tchau, Tchau, Tchau (rsss), para a minha, a sua, a nossa Avenida Brasil, novela das nove da Rede Globo, que nos trouxe tantos personagens marcantes e a história de vingança mais popular dos últimos tempos (Sorry Revenge fans). Além da briga entre Carminha e Nina, outra coisa que esse novelão trouxe foi muita gente deliciosa, e claro que o QDNG não ia deixar esses atores e atrizes passarem despercebidos, né? A gente, então, resolveu fazer uma lista das carinhas e corpinhos mais gostosos que passaram pelo bairro do Divino nos últimos meses. Olha só!

Bruno Gissoni



Bruno Gissoni tem 26 anos, já foi protagonista na Malhação, mas foi em Avenida Brasil que ele conquistou nossos corações de vez. Ok, o Iran não sabia se vestir direito e só vivia com a gola da camisa polo levantada, mas, tinha aquele jeitinho marrento que garantiu que ele estivesse aqui nessa lista. Além disso, Bruno é irmão do Rodrigo Simas e filho do Beto Simas, ou seja, é delícia em tamanho família.

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Daniel Rocha



O que não faltou na novela foi jogador de futebol magya, tá aí o Daniel Rocha para provar. O mais legal do Roni é que além de lindo, o cara ainda era gente boa e todo família, desses que dá vontade da gente levar pra casa e cuidar. Na vida real, Daniel é campeão de muay thai e ainda toca violino. Vem ~tocar~ pra mim aqui em casa, seu lindo!

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José Loreto



Só em novela mesmo para que um anunciante de porta de lojas gritando com um megafone seja tão querido por todo mundo. O Darkson pegou emprestado essa cara de pedreiro magya do José Loreto e aí foi amor à primeira vista. O cara tem 27 anos e, hoje em dia, nem lembra os tempos em que fazia Malhação, né?

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Juliano Cazarré



Sabe aquela pessoa que faz os comentários mais errados nas horas mais erradas? Esse era o Adauto, interpretado pelo Juliano Cazarré. O ator, que tem 32 anos, já foi um policial em Tropa de Elite, um michêzinho em Insensato Coração e agora um bobalhão apaixonado que fazia de tudo pelo amor da Muricy. Some essa fofura do Adauto à gostosura do Juliano e pronto: tem que estar nessa lista... Sem contar que seu ~segredo~ na novela nos dá ideias...

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Cauã Reymond



Também com 32 anos e velho conhecido do nosso imaginário sexual, Cauã deu uma melhorada no visual de uns tempos pra cá. Vai ver que a paternidade o ajudou a perder aquela cara de menino e ficar mais homão. Beleza que o Jorginho, seu personagem, era todo bobinho, mas quem não ia gostar de ter o Cauã como par romântico pela vida toda?

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Murilo Benício



Murilo Benício tem 41 anos, já fez um monte de papéis marcantes na televisão e ainda consegue entrar na lista dos mais gostosos de Avenida Brasil do QDNG! Isso sim que é ser delícia! Na novela, o Tufão era o rei do time do Divino, quase um Pelé mais rechonchudinho. Como não se apaixonar pelo humor do Tufão? Pela vontade de aprender? Pelo lado família dele? Tufão, aproveita que saiu do time do Divino e entra na minha vida!

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Débora Nascimento



Sabe aquela mulher perfeita? É a Débora Nascimento. Corpo lindo, rosto lindo, a típica mistura de raças que a gente se orgulha tanto. Na novela, a atriz, de 27 anos, foi a romântica Tessália (sdds twittess), que largou um relacionamento que não dava certo para se entregar ao Darkson. O namoro deu tão certo que saiu da novela e foi para a vida real! É muita gente bonita junta!

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Emiliano D'ávila



26 anos, baiano, Emiliano D'ávila contou que Lúcio não era para ser um personagem com muito destaque na novela. Ele então resolveu que já era hora de se empenhar mais na construção do personagem e dar a ele um caráter mais malandro. O bom disso, é que para que Lúcio virasse um criminoso, Emiliano precisou ficar mais marrento e tirar bastante a camisa durante a novela. Adoramos esse amor às artes cênicas (mais personagens sem camisa, por favor, ok?).

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Ísis Valverde



Lembra quando Ísis Valverde tinha que ficar coberta por um véu na novela Sinhá Moça, em 2006? Pois parece que a justiça foi feita e, dessa vez, deram a ela um papel com pouquíssima roupa. Suellen era uma periguete e, por isso, desfilava usando shortinhos, calças justas, barriguinha de fora e foi responsável pelas cenas mais quentes da novela. Não é a toa que Roni e Leandro ficaram tão apaixonados pela musa do Divino, né?

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Thiago Martins



Sabe aquele cara com jeitinho de malandro, meio cafuçu, meio "me serve, vadia"? Então, esse é o Thiago Martins. Na novela, ele era o jogador de futebol Leandro que, entre idas e vindas, se apaixonou pela Suellen e engatou uma amizade colorida com o Roni. Na vida real, você pode ver o Thiago sempre dando um rolé de sunga na praia. Não sei você, mas eu sou a favor de melhorar a qualidade das nossas novelas colocando mais Thiago Martins na televisão brasileira.

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Gostou da nossa seleção? Faltou alguém? Quem é o mais delícia de Avenida Brasil? Conta para a gente nos comentários!
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