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As luzes e sombras de James Blake no clipe de “I Need A Forest Fire”, faixa com Bon Iver



James Blake é mais um dos grandes nomes da música que retornaram neste ano.

Depois do aclamado Overgrow (2013), que contém materiais como "Retrograde", e fazer uma recente e inesperada participação no novo álbum da Beyoncé, o cantor e produtor começa a promover do seu mais novo disco: The Colour In Anything. O registro foi lançado na última quinta-feira meio de surpresa, já que o britânico revelou três músicas inéditas pouco antes, no mesmo dia - alguém andou fazendo umas aulas com Yoncé, hein!

O trabalho não sai muito da área de conforto do artista, entretanto, mostra o talento que ele tem de invocar sentimentos com vocais distorcidos e batidas minimalistas, algo que podemos ver em exemplos como o também recém-lançado HOPELESSNESS da Anohni. Resumidamente é um mergulho numa boa confusão mental que flerta com uma reverberação do vazio.

Uma das faixas mais interessantes é "I Need A Forest Fire", com a participação de Bon Iver (outro que podia lançar CD novo...). A canção ganhou hoje um vídeo dirigido por Matt Clark e Chris Davenport, que mostra uma série de instalações artísticas com objetos, animais, flores pegando fogo e rápidas aparições de Blake. Tudo com jogos de luz e sombras aliados à projeções e uma ótima edição - que dá um tom abstrato e claustrofóbico ao clipe. Tá melancólico, tá conceitual, tá dark.


quedelicianegente.com

Especial “Saga Crepúsculo”: as nossas 10 canções das favoritas das trilhas!



Em 2015, o primeiro livro d'A Saga Crepúsculo completou 10 anos de publicação e filme nele baseado faz hoje, dia 21 de novembro, exatos 7 anos de estreia.

Por esse motivo, várias coisas relacionadas foram feitas no decorrer do ano. Em julho divulgaram sete curtas inspirados no universo da saga, idealizados numa parceria entre a autora Stephenie Meyer e o estúdio Lionsgate, com o intuito de revelar novas cineastas mulheres. E, no mês passado, a escritora lançou o Vida e Morte - Crepúsculo Reimaginado, livro já disponível no Brasil, que inverte os gêneros dos protagonistas.

Não há como negar que a franquia cinematográfica/literária sempre foi bem... Controversa. Os fãs de literatura vampírica clássica reclamavam da abordagem boazinha demais dos vampiros nos livros. Os fãs dos livros, por sua vez, reclamavam que os filmes não faziam jus a eles. Reclamaram que a Kristen Stewart era sem sal. Reclamaram que preferiam o Robert Pattinson como Cedrico. Reclamaram. Reclamaram. E reclamavam.

Mas uma única coisa é unanimidade entre público, crítica, fãs e haters: que as trilhas sonoras dos longas são maravilhosas! E é sobre elas que falaremos neste post especial, no qual escolhemos nossas 10 faixas preferidas. Mas como são tantas e tão boas, obviamente você pode ter as suas próprias preferidas. Conte pra gente nos comentários!

10. Bruno Mars - It Will Rain:



Começamos pelo provável maior hit que as trilhas renderam. Ô toque de Midas poderoso, Bruno!

Covers da semana: P!ATD, Miley Cyrus, Vanessa Hudgens, Maroon 5, Lorde e mais!



Assim como semana retrasada, a que passou também foi cheia de covers. O post sai um pouquinho atrasado, mas realmente com coisas bem interessantes e inusitadas.

Miley Cyrus continua deixando os saudosistas/hipsters chatos de cabelo em pé (e a gente amando). A cantora, que desembarca no país este mês, já fez covers do Beatles, OutKast, Dolly Parton, The Flaming Lips, Arctic Monkeys e agora, na recém-aberta conta no Soundcloud, disponibilizou mais dois: "Babe I'm Gonna Leave You", mais conhecida pela versão do Led Zeppelin, e "It's Over" de Roy Orbison. O resultado surpreende.





O ninho de amor iluminado do Bon Iver no clipe “Beth/Rest”



Desde quando foi lançado - anteontem - estou procurando uma maneira de descrever "Beth/Rest", o novo clipe do Bon Iver. Cheguei a conclusão que a melhor seria: Imagine que M83 tenha feito um vídeo inspirado no ninho do Castelo Rá-Tim-Bum (~pas-sa-ri-nhú, que som é esse?~).
Não riem, é sério. Dirigido pelo próprio vocalista, Justin Vernon pegaria, me julguem, em parceria com Dan Huiting, "Beth/Rest" mostra um casal vivendo num lugar surreal, etéreo e super iluminado, numa atmosfera que mistura sonhos à romance... De um jeito meio brega, convenhamos (nem por isso ruim).
Mike Noyce, integrante da banda folk, estrela a produção que, ao final, também conta com a participação dos outros membros, tocando a canção com instrumentos exóticos.
De modo geral, o clipe foge bastante do minimalismo bucólico dos demais - como "Holocene" e "Towers" - saídos do premiado álbum Bon Iver, Bon Iver, lançado ano passado... Não sei se gostei, e vocês?

www.quedelicianegente.com

Bon Iver se apresenta no The Ellen DeGeneres Show



Dose de hipsterismo do dia. Bon Iver, aclamada banda ganhadora dos Grammys de 'Artista Revelação' e 'Melhor Álbum de Música Alternativa', apareceu hoje no programa da Ellen DeGeneres. Performaram as faixas "Michicant" e "Towers". Só não curti o Justin Vernon sem barba.





[Via Pitchfork]
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Drops de Clipes #1: Vamo botar ordem na casa!



Olha, não tá fácil essa vida de blogayro pop. Deixei passar alguns dias o nosso convencional post semanal de clipes e... bem, fodeu, né. Acumulou tudo! Comofas, agora? Agora farei alguns posts "drops" até o final da semana, com os clipes que ainda não comentados, e outros que por ventura venham a ser lançado, assim não fica cansativo de ler, né? Por que se já é cansativo ler aquelas postagens enoooormezzzzz, imagine pra mim, que as faço...! rs



Vamos começar com Gorillaz, Andre 3000 e James Murphy, que gravaram juntos a música "DoYaThing" para o projeto musical-publicitário da marca de tênis Converse (conforme detalhamos aqui).
Eis que ela ganhou um clipe, sob às mãos de Jamie Hewlett, responsável desde sempre pela parte visual do Gorillaz. Nele os personagens da banda animada (dessa vez numa mistura de 3D e live action, e não no tradicional 2D), e seus convidados, aparecem em situações inusitadas, dentro da casa zoneada em que moram, do que seria uma "manhã normal". É tão sem sentido (e igualmente ótimo) quanto à música... OU SEJA.





Por falar em vídeos sem aparente sentido, falemos de "drops" (haha, tem o nome do post), novo do misterioso projeto musical da sueca Jonna Lee, o iamamiwhoami. Lembrando que o antecessor, "sever", saiu há duas semanas, e os próximos estão prometidos para intervalos de mais ou menos 15 dias também.
"drops" começa exatamente onde "server" parou, e dá continuidade à sua história de solidão. Depois de dançar com o monstrengo peludo, a cantora sofre queda livre pelos andares do prédio, contando com breves flashs de espectadores nos edifícios vizinhos e, mais uma vez, com o monstro (que aqui aparece multiplicado).
O cenário urbano em "server" já pareceu demonstrar que iamamiwhoami está, de certa forma, mais próxima. E o desenrolar da trama, sugere/reforça isso, já que o 'album audiovisual' de estreia, está previsto para junho.





Pouco depois de ganhar os Grammys de 'Artista Revelação' e 'Melhor Álbum de Música Alternativa', a banda encabeçada por pelo "divo" hipster Justin Vernon, Bon Iver, lançou mais um clipe, dessa vez da faixa "Towers", do álbum autointitulado premiado em questão.
Pra empreitada, foi chamado Nabil Elderkin, também diretor do belíssimo "Holocene", outro clipe do grupo. Seguindo a sonoridade folk e a linha de raciocínio visual de todo o disco, claro, temos paisagens lindas, muito bucolismo e uma esplêndida fotografia.
Dessa vez vemos a jornada de um lenhador/pescador na construção literal do título da canção.





Por fim, lembram da dupla indie pop fofa Summer Camp, que até chegou a aparecer em nossa Retrospectiva 2011, com o seu álbum de estreia, Welcome To Condale, entre os melhores na categoria 'duo'? Então, mais uma música dele ganhou clipe esses dias, "Losing My Mind".
A temática do vídeo, super irônico e engraçado, são aqueles ensaios fotográficos familiares, que estão para os EUA, como lembrancinhas de casamento na estante estão para o Brasil, no nível breguice.
P.S.: Não é que o Jeremy Warmsley até que fica ~interessante~ sem óculos???


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Resumão: Grammy 2012 - Parte 3 Os Prêmios


[Confira também: o post sobre performances e homenagens e o sobre o red carpet]

No fim das contas, toda essa palhaçada festa, tem como objetivo premiar os grandes nomes da música do ano que passou, certo?
E como sempre rola em premiações, todo mundo acaba falando que são injustas, afinal é um justificativa rápida e fácil para defender seu ponto de vista e ídolos (nééé?).
Justo ou não, o Grammy este ano, na verdade, não surpreendeu nem nas supostas injustiças. Principalmente quanto a maior ganhadora da noite, Adele, que saiu ganhou os seis prêmios que estava concorrendo, incluindo o mais importante, 'Álbum do Ano', com o 21.



Todos os prêmios da Adele foram merecidos. Só achei que talvez o Grammy pudesse surpreender em 'Álbum do Ano' (como fizeram ano passado com o Arcade Fire)... Mas se fosse pra surpreender com dando pro Foo Fighters, é melhor assim... Além disso, NA MINHA OPINIÃO, Lady Gaga deveria ter ganhado na categoria 'Melhor Álbum Pop', que Adele também ~abocanhou~.
Da série "coisas que não gostei" temos segundo maior premiado da noite, Foo Fighters, que levou cinco dos seis prêmios que concorria, entre eles 'Melhor Álbum de Rock'... Nada contra a banda, pelo contrário, até gosto, mas eles são tãããããããããããããããão superestimados.
Mas o momento mais risível mesmo foi F.A.M.E do Chris Brown ter ganhado de 'Melhor Álbum R&B'... Não, NUNCA irei esquecer o que ele fez pra Riri. Merece flop eterno. u_u



Já na parte que gostei, temos os queridos do Bon Iver, que levaram - muito merecidamente / mesmo dando uma de blasé - o troféu de 'Artista Revelação' e 'Melhor Álbum de Música Alternativa'. E do Kanye West ter levado 'Melhor Álbum Rap' pela obra prima My Beautiful Dark Twisted Fantasy (além de outras, como 'Melhor Performance de Rap' por "Otis" do The Throne, formada por ele e Jay-Z).
Bom, vocês podem conferir os ganhadores de algumas das principais categorias abaixo e de todas no site do evento (afinal são 78!)

- Gravação do Ano: Rolling In The Deep / Adele

- Álbum do Ano: 21 / Adele

- Canção do Ano: Rolling In The Deep / Adele

- Melhor Perfomance Vocal Feminina de Pop: Someone Like You / Adele

- Artista Revelação: Bon Iver

- Melhor Performance de Rock: Walk / Foo Fighters

- Melhor Performance de Rap: Otis / Jay-Z e Kenye West

- Melhor Álbum R&B: F.A.M.E. / Chris Brown

- Melhor Álbum Country: Own The Night / Lady Antebellum

- Melhor Álbum de Eletrônico/Dance: Scary Monsters And Nice Sprites / Skrillex

- Melhor Colaboração Vocal de Rap: All Of The Lights / Kanye West, Rihanna, Kid Cudi & Fergie

- Melhor Canção de Rap: All Of The Lights / Kanye West, Rihanna, Kid Cudi & Fergie

- Melhor Álbum de Rap: My Beautiful Dark Twisted Fantasy / Kanye West

- Melhor Performance de R&B: Is This Love / Corinne Bailey Rae

- Melhor Canção de R&B: Fool For You / Cee Lo Green & Melanie Fiona

- Melhor Álbum de Pop: 21 / Adele

- Melhor Performance Country Solo: Mean / Taylor Swift

- Melhor Álbum de Folk: Barton Hollow / The Civil Wars

- Melhor Performance de Hard Rock/Metal: White Limo / Foo Fighters

- Melhor Canção de Rock: Walk / Foo Fighters

- Melhor Álbum de Rock: Wasting Lights / Foo Fighters

- Melhor Álbum de Música Alternativa: Bon Iver / Bon Iver
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Saturday Night Live traz Bon Iver e satiriza Lana Del Rey



Ontem a noite, dia 5, sábado (ah vá!), foi o ar mais um episódio do Saturday Night Live, tradicional programa de humor da TV norte-americana, que sempre traz convidados artistas para seus quadros e humor, e conta com performances musicais.
Dessa vez a convidada foi a banda folk encabeçada Justin Vernon - e indicada, muito merecidamente, ao Grammy - Bon Iver. As músicas apresentadas foram os hits indies
"Holocene" e "Beth/Rest", que podem ser conferidas abaixo, nesta ordem:





Como convidado da edição, tiveram o ator hot! Channing Tatum.
E num dos números de humor, Kristen Wiig, que faz parte do cast do programa, interpretou Lana Del Rey, comentando sua fatídica performance, feita no último dia 14, no mesmo programa. Kristen usou os trejeitos da cantora (cara de poucos amigos + passando a mão nos cabelos toda hora) para se justificar das críticas: "Com base na resposta do público, devo ter batido um filhote de foca, enquanto cantava o 'National Anthem' do Taliban...". KKKKKKKKKKK! Assista a seguir:





Plus: Uma desculpa convincente mesmo foi a boa apresentação que Laninha fez no dia 2, de "Video Games", no programa do David Letterman (embora eu tenha achado que a presença da 'mini orquestra' tenha mais atrapalhado, que ajudado...).


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Retrospectiva 2011 - Parte 1: Música - Álbuns


E estamos próximos ao final de um ano bastante corrido no mundo pop. Perdeu ou quer rever algo? Esta é sua oportunidade! Acompanhe em nossa retrospectiva as mais marcantes, as maiores, as melhores e as piores coisas de 2011.

Parte 2 / Parte 3 / Parte 4 / Retrospectiva 2010



#1 Lady Gaga - Born This Way:
São poucos os artistas que conseguem fazer um álbum que os sintetize. Lady Gaga conseguiu. Embora não haja consenso entre o público e crítica, Born This Way se mostra um apanhado dos recortes e influências pop que formam a cantora. Sabe aqueles bilhetes de sequestrador com letras recortadas de revistas? Este álbum é uma carta quilométrica de fã, escrito do mesmo jeito. Escute "Hair":



#2 Adele - 21:
Ninguém esperava pelo estrondoso de sucesso do segundo álbum de estúdio da "inglesinha" Adele. Nem ela. Este disco tocou tanto, mais taaanto, que a crítica (e a gente) já enjoou a ponto de quase deixa-lo fora desta lista. Mas não sejamos injustos. 21 é uma perfeita harmonia entre o instrumental com diversas influências (soul, r&b, jazz, blues, country, etc), às letras melancólicas e o vozeirão da cantora. Escute "Set Fire To The Rain":



#3 Lykke Li - Wounded Rhymes:
Não é novidade que a Suécia nos rende – cada vez mais – artistas espetaculares. E Lykke Li figura, ao lado de Robyn (que esteve na aqui na Retrospectiva 2010), na realeza musical do país. No álbum que sucede o primeiro, Youth Novels, Lykke prova ser uma cantora multifacetada (das melodias acústicas e lentinhas às percussões marcantes) e até um pouco idealista (com letras de forte cunho feminista). Escute "I Follow Rivers":



Menções honrosas:
Florence + The Machine - Ceremonials / Nicola Roberts - Cinderella’s Eyes / Kimbra - Vows



#1 Bon Iver - Bon Iver, Bon Iver:
A gente sabe que Bon Iver é, na verdade, uma banda formada por Justin Vernon, Matt McCaughan, Michael Noyce, Sean Carey, entre outros. Mas esse é um daqueles casos (exemplo: Florence + The Machine) em que a pessoa a frente do grupo acaba se tornando "sua cara". Além disso, o disco soa tão intimista e pessoal, que não poderia figurar em outra categoria. Mesmo assim, é dada a oportunidade de experimental novos ritmos e instrumentos além da tríade "um bar, um banquinho e um violão", que geralmente ouvimos no folk. Escute "Holocene":



#2 M83 - Hurry Up, We're Dreaming:
Mesmo caso do anterior de "bandas que parecem uma pessoa só", no caso, o francês Anthony Gonzalez. O álbum não poderia ter um nome melhor, uma vez que parece um sonho no formato sonoro. Elementos sintéticos e acústicos são mesclados a vocais suaves (às vezes literalmente infantis) neste disco duplo que só peca por ser muito extenso. Mas até seu tamanho se justifica, no conjunto do obra. Escute "Midnight City":



#3 Olly Murs - In Case You Didn't Know:
Assim como Adam Lambert, Olly Murs foi o segundo colocado num reality-show musical. E assim como ele, também se mostrou bem mais interessante que o vencedor. Seu segundo disco de estúdio é a prova cabal disso. Nele, Olly mistura o que há de mais atual no pop, com quês de rock e soul vintage (abusando do sax, trompete e piano) – além uma ou outra balada romântica – resultando num disco acessível, mas que também agrada aos avessos à popularidade, justamente por tal mistureba sonora. Sem dúvida, um dos CDs que mais escutei este ano (e olha, foi lançado mês passado). Escute "Oh My Goodness":



Menções honrosas:
Simon Curtis - R∆ / Neon Indian - Era Extraña / Toro y Moi - Underneath The Pine



#1 The Throne (Jay-Z e Kanye West) - Watch The Throne:
O que acontece quando os dois maiores reis do rap atual se juntam num disco? O resultado poderia soar como uma verdadeira guerra criativa. Mas Jay-Z e Kanye West, além de BFFs, se complementam musicalmente. Imagine um álbum do Jay-Z ou West com outro nome da realeza hip-hop, como Eminem? Não daria certo, não combinaria.
Watch The Throne é um nome perfeito para o rap classudo e megalomaníaco desses dois. Escute "H•A•M":



#2 Justice - Audio, Video, Disco:
Os franceses Gaspard Augé e Xavier de Rosnay resolveram fazer diferente neste verão, e lançaram em outubro um álbum bastaaante distinto do primeiro e anterior, , de 2007. E depois de tanto tempo de espera, tal diferença entre os dois trabalhos soou bastante estranho. Pudera, a mistura de sons explorados em Audio, Video, Disco é, de fato, de difícil disgestão. Mas goste você ou não, não dá pra chamar de óbvia, ou de "mais do mesmo" essa ópera eletrônica. E este é seu principal mérito. Escute "Canon":



#3 Summer Camp - Welcome to Condale:
A dupla formada pelos ingleses Jeremy Warmsley e Elizabeth Sankey foi, sem dúvidas, uma das mais agradáveis surpresas de 2011. O disco de estreia – que foi financiado por fãs – idem. Música eletrônica, rock e um delicioso e fofo indie-pop com ares vintage, se misturam no que aparece uma versão veranesca da dupla que aparece a seguir, nas menções honrosas. Escute "Better Off Without You":



Menções honrosas:
Cults - Cults / The Sound Of Arrows - Voyage / Holy Ghost! - Holy Ghost!



#1 Foster The People - Torches:
Foster The People representou em 2011 – em maior grau – o que Two Door Cinema Club foi ano passado: Uma banda que agradou os hipsters de plantão e o público em geral. Voltando um pouco no tempo, podemos citar nomes como MGMT, Klaxons, Vampire Weekend, entre outros, que experimentaram o gostinho do sucesso estrondoso. E, assim como todos os citados, Foster merece. A mistura do baixo de Cubbie Fink, da bateria de Mark Pontius e da guitarra, sintetizadores e vocal agudo de Mark Foster, resultaram num dos discos mais acessíveis e gostosos de escutar do ano. Isso sem contar o plus: os três são gatinhos. Escute "Houdini":



#2 The Vaccines - What Did You Expect From The Vaccines?:
What Did You Expect From The Vaccines? Não sei, mas com certeza, não esperávamos que, já no disco de estreia, algo tão bom assim. The Vaccines soa como uma injeção de ânimos (ou vacina?) no indie rock (ênfase no "rock"), vez que bandas que os inspiraram, como os Strokes, já possuem uma carreira estabelecida o suficiente, para pode fazer um som mais experimental. E claro, boa parte da graça está na voz penetrante (e beleza exótica) do vocalista: o muito querido Justin Young <3. Escute "Post Break-Up Sex":



#3 Coldplay - Mylo Xyloto:
Falando em experimentar, a banda britânica encabeçada por Chris Martin, já até passou dessa fase em seu quinto disco de estúdio. Mylo Xyloto é imensamente menos pretencioso que o anterior, Viva la Vida or Death and All His Friends, e imensamente mais interessante e audível. Escute "Hurts Like Heaven":



Menções honrosas:
White Lies - Ritual / Grouplove - Never Trust A Happy Song / The Wombats - The Wombats Proudly Present: This Modern Glitch



#1 Agridoce - Agridoce:
Quem curte Pitty já conhece seu alto potencial musical e ótimas letras. Agora tire esses itens da roupagem rock e contexto 'MTVzesco' e os coloque no folk. Disso resultou Agridoce, o projeto paralelo de dois integrantes da banda principal, Martin Mendez, e claro, Pitty Leone, que como o nome sugere, mistura a parte ácida já presente em Pitty, a melodias doces e despretensiosas. Escute "Say":



#2 CSS - La Liberación:
O lançamento do terceiro disco de estúdio da banda brasileira "tipo exportação", Cansei de Ser Sexy, esteve envolta de muita polêmica, devido à saída de Adriano Cintra, responsável pela maioria das bases das músicas do grupo.
Alheio a isso, o álbum mostra um CSS mais maduro e sem medo de experimentar ritmos diversos, como rock, pop, música eletrônica e "tropicalismos". Escute "City Grrrl":



#3 Wanessa - DNA:
O primeiro CD totalmente em inglês da Wanessa (ex-Camargo) causou polêmicas, elogios e críticas aclamadas. E dessa última, poucas foram as que as que se basearam em fatos palpáveis. Detalhes, como a pronúncia da cantora, foram colocados em voga para tentar justificar o fato de que não achavam admissível que uma brasileira – filha de cantor sertanejo – podia fazer um álbum pop bom. Mas ela fez, se conforme. Escute "Rescue Mission":



Menções honrosas:
Criolo - Nó Na Orelha / Jay Vaquer - Umbigobunker!? /Banda Uó - Me Embrulhei de Presente Pra Te Ter (EP)



#1 The Throne (Jay-Z e Kanye West) - Watch The Throne:
A capa criada pelo diretor criativo da grife Givenchy, Riccardo Tisci, que simula um alto-relevo, lembra duas coisas: embalagem e ouro. Nada melhor para "embrulhar" o disco da realeza do hip-hop. E tratando-se deles, pra que nome e títulos à mostra? [capa em HQ]

#2 Friendly Fires - Pala:
A banda inglesa utilizou como capa de seu segundo disco a fotografia das costas de uma multicolorida arara, alçando voo. Tudo a ver com a temática ensolarada do disco, que tem músicas com nomes como "Hawaiian Air". [capa em HQ]

#3 M83 - Hurry Up, We're Dreaming:
Traz um casal de crianças fantasiadas, sentadas na cama, ao fundo uma estante com brinquedos. Representa muito bem o álbum: imaginário infantil, fantasia, sonhos e sua divisão em dois atos. Sem contar que usam fonte Helvetica. #muitoamor [capa em HQ]

Menções honrosas:
White Lies - Ritual / Starfucker - Reptilians / Hunx And His Punx - Too Young To Be In Love
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Overdose de clipes novos - Parte 1: Indie Rock


Não se descabele, porque voltei, e agora é pra ficar porque aqui, aqui é meu lugar! É sério, estou livre - para sempre - de minhas obrigações acadêmicas, e agora terei mais tempo para dedicar a este tão estimado blog.
Na volta dessas "ausências estratégicas", sinto-me na obrigação de comentar – pelo menos – os lançamentos videoclipícos que aconteceram neste período. E não vai ser diferente agora. Este é o primeiro de 5 posts comentando clipes, que postarei ainda hoje, intercalado de posts de outros assuntos. Eles foram – na medida do possível – divididos em ritmos/assuntos. Para começar, indie rock. Simbora!



O trio indie rock mais querido (e hot) do ano, o Foster The People, lançou mais um clipe divertido e maluquinho. Depois do surrealista "Call It What You Want", eles resolveram investir no humor à la Três Patetas em "Don’t Stop (Color On The Walls)", outra música extraída do delicioso álbum Torches. Para isso, chamaram a (em vários sentidos) fofa atriz Gabourey Sidibe (de Preciosa), e embarcaram numa atrapalhada fuga policial.
Vale lembrar que a banda estará no Brasil no ano que vem para o festival Lollapalooza (do qual já garanti meu ingresso \o/).
E fala sério: Cubbie Fink ficou com MUITA cara de ator pornô com esse cosplay de policial, hein? ETA JESUS MARAVILHOSO!





Por falar em bandas de indie com integrantes magia, falemos de The Vaccines, que lançaram no final do mês passado um clipe para "Tiger Blood", aquele b-side produzido por Albert Hammond Jr dos The Strokes, que postamos aqui.
O vídeo é aquele basicão de cenas de turnê e bastidores. Mas né? Com Justin e Pete na tela, a gente podia ficar assistindo ad infinitum.





Uma das minhas bandas favoritas – a americana Eisley, formada por irmãos e primos, do qual já falamos aqui – lançou nesta semana o clipe de "The Valley", música presente no terceiro e homônimo álbum, lançado no começo do ano (que também comentamos).
O vídeo, que é bem steampunk esteticamente falando, traz os integrantes com estranhas cabeças robóticas, enquanto fogem de monstros – também robóticos – no que parece ser uma estação de trem/galpões industriais antigos.





O BBC anda meio ~Beyoncé~ no que diz respeito a clipes. Depois de lançaram dois, quase que simultâneamente, bem, eles lançaram OUTRO, dessa vez da música "Leave It", também saída do CD A Different Kind of Fix. E que bom! Porque este é, sem dúvidas, um dos melhores vídeos dos caras! Nele temos o que inicialmente parece uma sessão do A.A. , mas depois descobrimos mostrar diferentes pessoas, representando diferentes etapas da vida. Mostra também – de forma bem irônica – as consequências de algumas ações que tomamos. Bonito e faz pensar.





Imagine algo entre "Who's Laughing Now" da Jessie J e o filme Escola de Rock, só que num contexto mais – por falta de palavra melhor – hipster. É mais ou menos isso que encontrará no novo clipe da banda inglesa Noah and the Whale, "Give It All Back", música saída do disco Last Night on Earth, lançado no começo do ano.
No vídeo, dirigido pelo próprio vocalista, Charlie Fink, temos versões crianças dos integrantes, ensaiando a música para tocá-la num concurso de talentos. Um ponto interessante é que, como nos clipes anteriores, novamente eles apostaram na fotografia 'AméliePoulainesca', com detalhes em vermelho ora aqui, ora lá.





Não sei vocês, mas eu AMO The All-American Rejects! São da série "bandas que marcaram minha adolescência" e GENTE, "Move Along" é tipo UM DOS CLIPES MAIS LEGAIS DE TODOS OS TEMPOS. Justamente por isso, estava morrendo de saudades, afinal lançaram seu último disco – When the World Comes Down – no longínquo 2008. E depois de tanto tempo, já estava na hora de lançar material novo, né? Pois lançarão, no dia 7 de fevereiro, o novo disco, ainda sem nome. E para divulgá-lo, lançaram o clipe do primeiro single, "Someday's Gone", que tem todo um jeitinho "Misery" do Maroon 5 de ser...
E vamos combinar: Tyson Ritter deu uma boa embarangada, hein?





Por fim falemos de um dos trabalhos mais elogiados do ano (muito merecidamente), o disco autointitulado do Bon Iver, que ganhou este mês, uma versão deluxe. Com ela foram disponibilizados 10 (sim, DEZ) curtas-metragens que, para todos os efeitos, podem ser considerados "clipes" das músicas que ilustram (embora algumas, como "Holocene", já tenham clipes). Abaixo você assiste o curta de "Hinnom, TX", e no canal oficial no Youtube, os outros nove (todos lindos).


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Animações incríveis nos novos clipes do Red Hot e Hudson!


Usar técnicas de animação em clipes já é lugar-comum. Mas e daí? Se bem executadas, sempre rendem resultados incríveis, não é mesmo? Há dois exemplos bem recentes que resolvi compartilhar com vocês.

O primeiro é o novo clipe do Red Hot Chili Peppers, "Monarchy of Roses". A faixa faz parte do I'm With You, lançado no meio do ano. Se o disco não é nenhuma maravilha (comparado com os anteriores), vocês ficarão felizes em saber que o clipe é (pelo menos, se comparado com o simplório "The Adventures of Rain Dance Maggie", saído do mesmo CD).
Dirigido por Marc Klasfeld, no vídeo temos a banda tocando enquanto sofre diversas intervenções artísticas de ilustrações inspiradas no artista Raymond Pettibon (responsável pela icônica capa do Goo, do Sonic Youth), de acordo com os próprios, na descrição do vídeo no Youtube. Olha que legal:



Agora um vídeo que está bombando pela web nos últimos dias. Trata-se do clipe "Against the Grain", do artista indie australiano Hudson (ênfase no "indie", foi quase IMPOSSÍVEL achar uma foto do cara!). A bela canção faz parte do EP Open Up Slowly, que pode ser escutado na faixa em seu site oficial, e sim, é BEM "Bon Iver Feelings". E qual o problema? A gente ama Bon Iver também!
O vídeo foi dirigido e produzido pelo cineasta/animador/VJ Dropbear (a.k.a. Jonathan Chong) - esse bem mais conhecido - usando a técnica de animação que é craque: o stop-motion. Foram usados tantos lápis de cor e outros materiais escolares, que fariam a Faber Castel chorar sangue! Confira abaixo, logo depois algumas fotos da produção e o making-of:







Hahaha, quanto trabalho! E eu aqui reclamando do meu TCC!

[Via Teco Apple / Buzzfeed]
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5 clipes lançados essa semana que não postamos você não viu


Mal falamos, na quarta, de alguns clipes novos lançados na semana e... Já lançaram outros vários (rs). E como nosso maior objetivo de vida é mantê-los informados, selecionamos os mais legais pra falar aqui. SIMBORA!

Skrillex - First Of The Year (Equinox):
Vamos começar falando do clipe do produtor/dj/cantor Sonny Moore, mais conhecido como Skrillex (and ex-vocalista da banda From First to Last), "First Of The Year (Equinox)", música do EP More Monsters and Sprites, lançado este ano. No vídeo, GENIAL, por sinal, temos um pedófilo perseguindo uma menininha e, quando ele vai atacá-la, se fode gostoso, pois a garota é uma telepática toda possuída pelo ritmo ragatanga! A canção cabe como uma luva ao vídeo: começa "reggaetrônica" e calminha, e desembarca um refrão industrial com vocais pig scream, já bem familiares ao Sonny, desde a época de FFtL. A abordagem surpreendente para um assunto polêmico, me lembrou um pouco "Save The World", do Swedish House Mafia.



Digitalism - Circles:
E já que o assunto é música eletrônica, vamos falar do duo alemão Digitalism, formado por Jens Moelle e İsmail Tüfekçi. Depois da viagem espacial retrofuturista de "2 Hearts", a dupla fez um clipe mais normalzinho para "Circles", dirigido pela dupla A Nice Idea Every Day (Vivien Weyrauch e Fabian Röttger). Trata-se de um vídeo live, dos quais, como sabem, não sou grande fã. Mas até que este é bem legal, por mostrar, àqueles que nunca viram eles ao vivo (tipo... eu), como se comportar nos palcos. "Circles" faz parte do ótimo I Love You, Dude, álbum lançado este ano.



Moby - Lie Down In Darkness:
Agora um clipe que me deixou um pouco bastante deprê: "Lie Down In Darkness", do Moby, faixa presente no disco Destroyed, lançado este ano. Depois do angelical "The Day", Moby volta com mais um belo vídeo, dirigido pelos britânicos do Institute For Eyes. Aqui temos um ex-astronauta relembrando dos acontecimentos que marcaram sua vida - desde os amores, até sua experiência fora da Terra - enquanto passeia pelas ruas de uma Londres dos anos 60/70. Sabe aquelas coisas que tem fazem refletir sobre o sentido da vida, sobre o quanto a ela passa rápido? Então. Carpe Diem, já!



Tori Amos - Carry:
Em mais de 20 anos de carreira, foram poucos os em que a lendária cantora/compositora/pianista Tori Amos não lançou discos. No final de 2009 ela lançou o álbum Midwinter Graces, e já voltou, com Night of Hunters, seu novo trabalho em estúdio, será lançado no final de setembro. Embora musicalmente, a qualidade de Tori ainda seja incontestável, vamos combinar no quesito vídeo-clipes, ela já esteve melhor (não que ela precise provar algo a essa altura). Quem não se lembra, por exemplo, do belo e gótico "Strange Little Girl", ou do polêmico "Spark"? Em "Carry", primeiro vídeo extraído do disco ainda não lançado, temos uma Tori mais calminha e eco-friendly (rsrs), e se resume, basicamente, na cantora tocando piano e cenas de naturezas (que mais parecem saídas de bancos de imagens, tipo Shutterstock...).



Bon Iver - Holocene::
O último clipe do post é um exemplo de como uma temática parecida pode ser explorada de uma maneira completamente diferente. Natureza também é o destaque em "Holocene", novo vídeo da banda encabeçada por Justin Vernon, Bon Iver, extraído do disco auto-intitulado, lançado este ano. Dirigido por Nabil Elderkin , temos como protagonista um menininho, que passeia pela mais belas e geladas paisagens islandesas. Praticamente uma versão otimista de "Everything Starts Again" do Carpark North. LINDO!


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