
E estamos próximos ao final de um ano bastante corrido no mundo pop. Perdeu ou quer rever algo? Esta é sua oportunidade! Acompanhe em nossa retrospectiva as mais marcantes, as maiores, as melhores e as piores coisas de 2011.
Parte 2 / Parte 3 / Parte 4 / Retrospectiva 2010
#1 Lady Gaga - Born This Way:São poucos os artistas que conseguem fazer um álbum que os sintetize. Lady Gaga conseguiu. Embora não haja consenso entre o público e crítica,
Born This Way se mostra um apanhado dos recortes e influências pop que formam a cantora. Sabe aqueles bilhetes de sequestrador com letras recortadas de revistas? Este álbum é uma carta quilométrica de fã, escrito do mesmo jeito. Escute "
Hair":
#2 Adele - 21:Ninguém esperava pelo estrondoso de sucesso do segundo álbum de estúdio da "inglesinha" Adele. Nem ela. Este disco tocou tanto, mais taaanto, que a crítica (e a gente) já enjoou a ponto de quase deixa-lo fora desta lista. Mas não sejamos injustos.
21 é uma perfeita harmonia entre o instrumental com diversas influências (soul, r&b, jazz, blues, country, etc), às letras melancólicas e o vozeirão da cantora. Escute "
Set Fire To The Rain":
#3 Lykke Li - Wounded Rhymes:Não é novidade que a Suécia nos rende – cada vez mais – artistas espetaculares. E Lykke Li figura, ao lado de Robyn (que esteve na aqui na Retrospectiva 2010), na realeza musical do país. No álbum que sucede o primeiro,
Youth Novels, Lykke prova ser uma cantora multifacetada (das melodias acústicas e lentinhas às percussões marcantes) e até um pouco idealista (com letras de forte cunho feminista). Escute "
I Follow Rivers":
Menções honrosas: Florence + The Machine - Ceremonials / Nicola Roberts - Cinderella’s Eyes / Kimbra - Vows
#1 Bon Iver - Bon Iver, Bon Iver:A gente sabe que Bon Iver é, na verdade, uma banda formada por Justin Vernon, Matt McCaughan, Michael Noyce, Sean Carey, entre outros. Mas esse é um daqueles casos (exemplo: Florence + The Machine) em que a pessoa a frente do grupo acaba se tornando "sua cara". Além disso, o disco soa tão intimista e pessoal, que não poderia figurar em outra categoria. Mesmo assim, é dada a oportunidade de experimental novos ritmos e instrumentos além da tríade "um bar, um banquinho e um violão", que geralmente ouvimos no folk. Escute "
Holocene":
#2 M83 - Hurry Up, We're Dreaming:Mesmo caso do anterior de "bandas que parecem uma pessoa só", no caso, o francês Anthony Gonzalez. O álbum não poderia ter um nome melhor, uma vez que parece um sonho no formato sonoro. Elementos sintéticos e acústicos são mesclados a vocais suaves (às vezes literalmente infantis) neste disco duplo que só peca por ser muito extenso. Mas até seu tamanho se justifica, no conjunto do obra. Escute "
Midnight City":
#3 Olly Murs - In Case You Didn't Know:Assim como Adam Lambert, Olly Murs foi o segundo colocado num
reality-show musical. E assim como ele, também se mostrou bem mais interessante que o vencedor. Seu segundo disco de estúdio é a prova cabal disso. Nele, Olly mistura o que há de mais atual no pop, com quês de rock e soul
vintage (abusando do sax, trompete e piano) – além uma ou outra balada romântica – resultando num disco acessível, mas que também agrada aos avessos à popularidade, justamente por tal mistureba sonora. Sem dúvida, um dos CDs que mais escutei este ano (e olha, foi lançado mês passado). Escute "
Oh My Goodness":
Menções honrosas: Simon Curtis - R∆ / Neon Indian - Era Extraña / Toro y Moi - Underneath The Pine
#1 The Throne (Jay-Z e Kanye West) - Watch The Throne:O que acontece quando os dois maiores reis do rap atual se juntam num disco? O resultado poderia soar como uma verdadeira guerra criativa. Mas Jay-Z e Kanye West, além de
BFFs, se complementam musicalmente. Imagine um álbum do Jay-Z ou West com outro nome da realeza hip-hop, como Eminem? Não daria certo, não combinaria.
Watch The Throne é um nome perfeito para o rap classudo e megalomaníaco desses dois. Escute "
H•A•M":
#2 Justice - Audio, Video, Disco:Os franceses Gaspard Augé e Xavier de Rosnay resolveram fazer diferente neste verão, e lançaram em outubro um álbum bastaaante distinto do primeiro e anterior,
†, de 2007. E depois de tanto tempo de espera, tal diferença entre os dois trabalhos soou bastante estranho. Pudera, a mistura de sons explorados em
Audio, Video, Disco é, de fato, de difícil disgestão. Mas goste você ou não, não dá pra chamar de óbvia, ou de "mais do mesmo" essa ópera eletrônica. E este é seu principal mérito. Escute "
Canon":
#3 Summer Camp - Welcome to Condale:A dupla formada pelos ingleses Jeremy Warmsley e Elizabeth Sankey foi, sem dúvidas, uma das mais agradáveis surpresas de 2011. O disco de estreia – que foi financiado por fãs – idem. Música eletrônica, rock e um delicioso e fofo indie-pop com ares
vintage, se misturam no que aparece uma versão veranesca da dupla que aparece a seguir, nas menções honrosas. Escute "
Better Off Without You":
Menções honrosas: Cults - Cults / The Sound Of Arrows - Voyage / Holy Ghost! - Holy Ghost!
#1 Foster The People - Torches:Foster The People representou em 2011 – em maior grau – o que Two Door Cinema Club foi ano passado: Uma banda que agradou os
hipsters de plantão e o público em geral. Voltando um pouco no tempo, podemos citar nomes como MGMT, Klaxons, Vampire Weekend, entre outros, que experimentaram o gostinho do sucesso estrondoso. E, assim como todos os citados, Foster merece. A mistura do baixo de Cubbie Fink, da bateria de Mark Pontius e da guitarra, sintetizadores e vocal agudo de Mark Foster, resultaram num dos discos mais acessíveis e gostosos de escutar do ano. Isso sem contar o
plus: os três são gatinhos. Escute "
Houdini":
#2 The Vaccines - What Did You Expect From The Vaccines?:What Did You Expect From The Vaccines? Não sei, mas com certeza, não esperávamos que, já no disco de estreia, algo tão bom assim. The Vaccines soa como uma injeção de ânimos (ou vacina?) no indie rock (ênfase no "rock"), vez que bandas que os inspiraram, como os Strokes, já possuem uma carreira estabelecida o suficiente, para pode fazer um som mais experimental. E claro, boa parte da graça está na voz penetrante (e beleza exótica) do vocalista: o muito querido Justin Young <3. Escute "
Post Break-Up Sex":
#3 Coldplay - Mylo Xyloto:Falando em experimentar, a banda britânica encabeçada por Chris Martin, já até passou dessa fase em seu quinto disco de estúdio.
Mylo Xyloto é imensamente menos pretencioso que o anterior,
Viva la Vida or Death and All His Friends, e imensamente mais interessante e audível. Escute "
Hurts Like Heaven":
Menções honrosas: White Lies - Ritual / Grouplove - Never Trust A Happy Song / The Wombats - The Wombats Proudly Present: This Modern Glitch
#1 Agridoce - Agridoce:Quem curte Pitty já conhece seu alto potencial musical e ótimas letras. Agora tire esses itens da roupagem rock e contexto 'MTVzesco' e os coloque no folk. Disso resultou Agridoce, o projeto paralelo de dois integrantes da banda principal, Martin Mendez, e claro, Pitty Leone, que como o nome sugere, mistura a parte ácida já presente em Pitty, a melodias doces e despretensiosas. Escute "
Say":
#2 CSS - La Liberación:O lançamento do terceiro disco de estúdio da banda brasileira "tipo exportação", Cansei de Ser Sexy, esteve envolta de muita polêmica, devido à saída de Adriano Cintra, responsável pela maioria das bases das músicas do grupo.
Alheio a isso, o álbum mostra um CSS mais maduro e sem medo de experimentar ritmos diversos, como rock, pop, música eletrônica e "tropicalismos". Escute "
City Grrrl":
#3 Wanessa - DNA:O primeiro CD totalmente em inglês da Wanessa (ex-Camargo) causou polêmicas, elogios e críticas aclamadas. E dessa última, poucas foram as que as que se basearam em fatos palpáveis. Detalhes, como a pronúncia da cantora, foram colocados em voga para tentar justificar o fato de que não achavam admissível que uma brasileira – filha de cantor sertanejo – podia fazer um álbum pop bom. Mas ela fez, se conforme. Escute "
Rescue Mission":
Menções honrosas:
Criolo - Nó Na Orelha / Jay Vaquer - Umbigobunker!? /Banda Uó - Me Embrulhei de Presente Pra Te Ter (EP)
#1 The Throne (Jay-Z e Kanye West) - Watch The Throne:A capa criada pelo diretor criativo da grife Givenchy, Riccardo Tisci, que simula um alto-relevo, lembra duas coisas: embalagem e ouro. Nada melhor para "embrulhar" o disco da realeza do hip-hop. E tratando-se deles, pra que nome e títulos à mostra? [
capa em HQ]
#2 Friendly Fires - Pala:A banda inglesa utilizou como capa de seu segundo disco a fotografia das costas de uma multicolorida arara, alçando voo. Tudo a ver com a temática ensolarada do disco, que tem músicas com nomes como "Hawaiian Air". [
capa em HQ]
#3 M83 - Hurry Up, We're Dreaming:Traz um casal de crianças fantasiadas, sentadas na cama, ao fundo uma estante com brinquedos. Representa muito bem o álbum: imaginário infantil, fantasia, sonhos e sua divisão em dois atos. Sem contar que usam fonte Helvetica. #
muitoamor [
capa em HQ]
Menções honrosas: White Lies - Ritual / Starfucker - Reptilians / Hunx And His Punx - Too Young To Be In Love
_