Crítica: “The Crazy Ones” retrata (até bem) o mundo da publicidade através da comédia



Estreou há um tempinho The Crazy Ones, que entrou para a grade dos novos shows da CBS. A série traz Robin Williams e Sarah Michelle Gellar como protagonistas.

Criada por David E. Kelly, que já esteve envolvido em seriados como Chicago Hope, The Practice e Boston Legal, o seriado traz a empreitada publicitária de um pai e uma filha que são sócios, com Robin Williams como centro da narrativa. Esse é o primeiro papel regular dele na TV desde o seriado Mork & Mindy, de 1978, onde interpretava um extra-terrestre.

O que dizer de Williams? Bem, ele é divertido e o papel do excêntrico publicitário Simon Roberts lhe cai como uma luva. Contudo, é inegável, há momentos em que se tem a impressão que o ator cai no overacting, algo chato, mesmo que ele se recupere rapidamente. Bom é perceber que, nos dois episódios televisionados, vemos muitas piadas sequenciais, mas também momentos "pai e filha", ali presentes para construir um arco maior na história. E é aí que entra Sarah Michelle Gellar.

Sydney Roberts, sua personagem, é o oposto do pai. Focada e preocupada em gerir bem a empresa, é sempre posta em contato com o gênio extrovertido de Roberts pai. A concentração e "frieza" que Sarah traz em meio a piadas voadoras é muito bem vinda, para tirar um pouco o ar pastelão sentido às vezes. Mas não pense que a atriz não consegue se soltar quando preciso. Ok, em algumas cenas ainda parece um pouco rígida quando o humor tem que vir dela (quem não ficaria assim contracenando com Robin Williams, né gente?), mas nada que faça as coisas desandarem.



Para completar o time, entra Zach Cooper (James Wolk), Andrew Keanelly (Hamish Linklater) e Lauren Slotsky (Amanda Setton). O primeiro é a pintura clássica do cara que adora sexo, enquanto o segundo é o loser. Figuras boas, mas que pedem para ser mais bem exploradas, ainda mais com a vontade de acertar que os atores transparecem.

É com Setton que as coisas parecem perder força. Sua personagem é rasa e sequer parece fazer falta. É aquele alívio cômico que, vez ou outra, o roteirista lembra que pode usar e usa de forma desleixada e preguiçosa. E, coitada, nesse cenário, não tem muito coisa que a atriz possa fazer mesmo.

Ainda é uma incógnita (ok, estamos só com dois episódios em mãos e esperamos que a dúvida seja sanada em breve) como o programa vai tratar a profissão dos personagens. Nos dois episódios, temos tanto o lado do processo criativo, quanto o da "sacadinha" publicitária. Não que a sacadinha não exista, mas como profissionais da comunicação, torcemos para que a publicidade não seja retratada como meras "frases de caminhão", como era com Chandler (nota: a-ma-mos Friends, ok, xiitas?).

Pontos fracos são comuns, mas alguns, tipo piadas forçadas e pouco assertivas, merecem atenção para não descambar as coisas. Com a melhor estreia (em números, pra deixar bem claro) da fall season, The Crazy Ones promete (e parece que vai conseguir cumprir) um entretenimento leve e despreocupado. Além disso, ver Robin Williams toda semana não é de todo mal.



P.S.: Não endossamos o uso extremo e exaustivamente clichê da lâmpada no contexto do seriado.
quedelicianegente.com

Um comentário :

  1. tbm achei meia boca, mas acredito que vá melhorar ... pra mim a melhor estréia "comica" com Super Fun Night (com aquela gorda que nao me lembro o nome ¬¬

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