American Horror Story é bizarra e cativante!


Semana passada estreou a tão aguardada American Horror Story. Criado por Ryan Murphy e Brad Falchuk (ambas as mentes por trás de Nip/Tuck e Glee), o seriado surgiu como uma promessa para o suspense televisivo. Agora que o segundo episódio já foi ao ar, algumas considerações podem começar a ser feitas.
No início do episódio piloto somos levados ao ano de 1978. Com uma ótima produção, a cena mostra do que a mansão mal-assombrada, local em que a história se passa, guarda para seus moradores e eventuais invasores. Depois da apresentação um pouco macabra, voltamos para os dias atuais. A família Harmon (pai, mãe e filha) se muda para a tal casa a fim de recomeçar a vida após um aborto da matriarca Vivien e de uma traição de Ben, seu marido psiquiatra. É obviamente aí que a história, de fato, começa.
O espectador é cercado por uma atmosfera que tende a crescer de forma sufocante a cada minuto que passa. É uma pintura macabra, a relação familiar dos personagens, o porão, a vizinha enxerida, a garota com síndrome de down, os vultos, a relação sexual dos personagens, a governanta, o paciente de Ben, o homem com o rosto deformado... Tudo é motivo para te envolver completamente. E é importante se deixar envolver. E isso, felizmente, é fácil, devido às atuações convincentes dos atores.


De contraponto, esse aglomerado de emoções que a série expõe é o que te deixa desconfiado. Desconfiado porque seu cérebro não consegue se convencer de que algo de mais interessante e instigante pode acontecer. Por mais que Ryan Murhpy esteja por trás de Nip/Tuck, que é uma série muito boa, ele também é o homem que comanda Glee, que – por mais que você tente se enganar – saiu muito dos eixos na segunda temporada. Isso, infelizmente, ajuda a criar um bloqueio com American Horror Story e te faz repetir mentalmente "Isso ainda vai desandar...".
Agora que o segundo episódio foi ao ar mais pontos puderam ser notados. Um deles é que, no começo deste segundo capítulo, também somos levados ao passado. Dessa vez em 1968. Novamente presenciamos um assassinato. Ou seja, podemos esperar sempre, ao menos, alguma cena trágica. Outro fato que podemos assinalar são as nuances proporcionadas, como o leve tom de thriller psicológico que é acarretado à história. É interessante como isso é tratado porque te faz recobrar, sutilmente, os filmes de Polanski. Os dramas familiares também estão mais presentes aqui, uma vez que são estendidos para outras famílias que não a protagonista. Assim a história ganha contornos mais amplos e autênticos.


O que talvez diminua o ânimo do espectador é o ritmo, que aqui fica claramente diminuído – salve os minutos finais do episódio. É compreensível que as coisas não podem acontecer tão rápido, mas o gosto de dinâmica acelerada deixado pelo piloto é muito forte. É ávido o interesse por um compasso mais veloz no quesito "acontecimentos/assuntos mal resolvidos para te fazer criar hipóteses".
Com os dois episódios apresentados até agora já ficamos cientes do que podemos esperar da série. A primeira temporada terá doze episódios, o que permite um desenvolvimento completo da história proposta neste momento. Ryan disse que se houverem outras temporadas, o foco será direcionado a outros eventos. Por enquanto o terreno já está preparado, então só nos resta vidrar os olhos na tela e formular teorias.
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4 comentários :

  1. Porque essa escrita tão chata ? seu professor vai ler isso Mauro ? #boring

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  2. Eu tô doida p/ver a série... alguém tem algum link p/baixar?

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  3. Excelente resenha! Apesar de não gostar - por medão e não conseguir dormir - de suspense, seu texto consegue representar os ângulos da câmera ao descrever as cenas... bouua!

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  4. Anônimo é Alba... rs! Tentei postar com meu nome, mas não deu certo.

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