Ariana Grande causou burburinho desde seu primeiro álbum e conseguiu fortalecer seu nome logo no segundo trabalho. Em Dangerous Woman, seu terceiro registro, a garota se firma como mulher e busca ares novos.
Com uma promoção inicial bem insegura, Grande escolheu o agora buzz-single "Focus" - que aparece na tracklist apenas da versão japonesa do CD - para testar seu público. Descaradamente copiando a mesma fórmula de outro hit seu, a música não caiu no gosto das pessoas, por mais que não fosse ruim. É só que ela não trazia nada de novo. Tudo mudou, para melhor, com o lançamento de "Dangerous Woman", o primeiro single do álbum homônimo.
A canção é poderosa e não tem medo de explorar sintetizadores, guitarras e uma letra explicitamente sensual. Ela traduz em perfeição o conceito do álbum, que mostra uma mulher que fala abertamente sobre os seus sentimentos mais profundos, sejam eles sobre confiança, amor ou sexo. O que fica estranho nisso é a inserção de "Moonlight" na tracklist. Esta abre o CD e remonta a uma Ariana que claramente não ganha espaço aqui. É como se a música tivesse entrado mais por um fator passional, afinal o projeto teria esse nome antes de apostar no título final.
Nesse sentido, podemos forçar uma aproximação com "Be Alright", que também é uma música leve. Mas esse single promocional ainda se destaca e se mostra adequada à tracklist principal, por passear por uma sonoridade noventista que também serve de inspiração para "Into You". Esta, porém, tem um tom mais dark com suas camadas e um lirismo bem descarado de sexy.
