Depois de um caminhão dourado de novidades e expectativas, Katy Perry lançou seu terceiro álbum. O esperado PRISM vem com a responsabilidade de suprir as expectativas de meio mundo. E no geral, geralzão mesmo, consegue.
Katy que, no último, havia nos presenteado com um álbum cheio de hits e pouquíssima coesão, tenta fazer diferente aqui. E só pra deixar claro: chega do argumento "prometeu era dark pra isso?". Não havia como esperar por algo obscuro de um trabalho com esse nome e aquela capa
Porém, verdade seja dita: "Roar" não passa de um seguro-gravadora, aquela música que ignora quase todo o processo criativo pra ser hit e gerar alguns dindins. O triste é que não está sozinha. "Birthday" claramente se importa ainda mais em ser radio friendly, mas, ao contrário da citada, tem letra fraca e bobinha. Similar à "This Is How We Do", que chega a parecer uma demo, e "This Moment", que ganha o posto de ponto fraco do disco. Por fim, juntando-as à esquecível "International Smile", essas músicas quase nos fazem duvidar do material.
E, talvez não duvidemos porque, logo depois do smash hit primeiro single, somos apresentado à "Legendary Lovers". Essa provavelmente é a canção que mais transmite a leveza e luz propostas para nova era. Ainda nessa pegada ~Katy contra o baixo-astral~, temos a já amada "Walking On Air", proporcionando um equilíbrio perfeito com a seguinte, a sensível "Unconditionally", escolhida como segunda música de trabalho.
Como até a luz tem suas nuances, a moça ainda nos presenteia com os tons escuros de "Dark Horse" e com a clareza celestial de "By The Grace Of God", visivelmente os destaques do trabalho, uma por sair da zona de conforto e outra pela sinceridade. E lá no final, nas faixas do deluxe, temos a melhor interpretação da cantora com "It Takes Two" e "Choose Your Battles". Essa última aparece para transmitir mais uma vez a força lírica do álbum (mesmo que termine em fade out).
Em meio aos destaques, também temos as que ficam na corda bamba. Você fica com a sensação de que "Ghost" e "Love Me" entraram no registro só para preencher a tracklist. No mesmo patamar estão "Double Rainbow" e "Spiritual", duas que parecem ter sido as primeiras escritas na prova e ficado sem revisão, para dar tempo de preencher o gabarito.
Mesmo com altos e baixos, PRISM é um bom álbum pop. Não é nada de extraordinário em seus pontos altos, mas também não se estilhaça nos baixos. Tá ali, confortavelmente na média. Talvez não dê para ser trabalhado por um ano (e, sinceramente, não queremos repetir a história de excessiva torção que o Teenage Dream teve), mas a busca de Perry por coerência fonográfica, que está longe de ser completada, já é um ganho tanto para os fãs, quanto para os admiradores.
quedelicianegente.com

Eu perdi a crítica de BANGERZ ou não teve?
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