
Comecemos por "Girl Gone Wild", clipe dirigido pelos fotógrafos Mert & Marcus (os responsáveis pelas fotos promocionais do disco e de outros ensaios, como esse para Interview), com direção de arte do brasileiro Giovanni Bianco, e a participação do grupo Kazaky e de vários top models, como Sean O’Pry, Simon Nessman, Jon Kortajarena e Rob Evans.
No sentido técnico, GGW, embora mais simples que seu precursor, tem seu mesmo efeito: fazer com que você passe a apreciar mais o single que inicialmente achou ser fraco. Se em "Give Me All Your Luvin'" isso foi conquistado com a produção redondinha e as participações especiais de Nicki Minaj e M.I.A., aqui Tia Madge o faz com o P&B, filtros de estática de TV, ótima fotografia e MUITA sensualidade homoerótica.
Já no sentido implícito, nas entrelinhas, a cantora usa o vídeo como uma síntese de vários outros momentos de sua carreira, passeando por "Vogue", "Erotica", "Human Nature" e "Justify My Love", sob dois possíveis pretextos (não necessariamente excludentes): O realista, de polemizar. E o lírico, de agradar/se desculpar com a grande maioria de sua fan base (os gays). Algo que pode ser lido nas entrelinhas já na mensagem do começo, e bem além dela, na pegação durante o restante.
Isso porque, há algum tempo, Madonna andou afastada – 'não diretamente ligada', melhor dizendo – desse público. Resulta disso a certa "fragmentação" do mercado cheio das novas "divas gays". Dois exemplos bem expressivos são os fãs que se bandearam para baixo das asas protetoras e maternais de Lady Gaga, e/ou os que afogaram as mágoas no chocolate ao som deprê da Adele (não desmerecendo o trabalho e importância de ambas, que adoramos).
MDNA segue o mesmo raciocínio, e por isso, não poderia ter um nome que melhor o descreva. Além de, como no clipe, procurar resgatar essa parte essencial da genética de sua carreira, o disco é bastante auto biográfico trazendo diversos versos dedicados ao divórcio com Guy Ritchie.
Também é através dessas diretas/indiretas - como nas falas de Nicki Minaj na ótima "I Don't Give A" ou na auto glorificação de "Give Me All Your Luvin'" - que a cantora faz questão de anunciar que o trono pop ainda lhe pertence. Precisava toda essa acidez em relação às colegas?
Comprometendo a consistência e homogeneidade, diferentemente de Ray of Light e Confessions on a Dancefloor – ambos, assim como este, também focados na cena dance - o disco busca um objetivo meio utópico, pelo conflito de querer sintetizar tudo o que Madonna já fez; soar extremamente atual; e ser de um pop jovial e despretensioso... Tudo ao mesmo tempo.
Contando com uma produção crua e masterização minimalista – que em certos momentos parece mirar o club pop de Femme Fatale e, em outros, seu próprio trabalho (certas texturas e acordes invocam de "Sorry" à "Beautiful Stranger", somadas a algo da confecção bruta de Mirwais, no álbum American Life) – Madonna e sua equipe realizam essa grande colagem estilística pós-moderna, infelizmente, sem a finalização e amadurecimento necessários para confeccionar um material tão relevante quanto seus mais consagrados trabalhos.
Logo em sua abertura (GGW), a cantora já solta uma releitura das diversas intros faladas que já fez, dando espaço, em seguida, a uma batida inspirada em "Get Together"/"Celebration" pelas mãos dos irmãos Benassi (um tanto "domesticados").
Outros momentos mais brilhantes estão nas faixas particularmente mais "madonnescas": "Turn Up The Radio", "Beautiful Killer" (produzidas por Martin Solveig), "Some Girls", "I'm a Sinner" e "Love Spent" (frutos de seu reencontro com William Orbit) encontram o ponto de interseção exato entre a maturidade eletrônica tão apreciada em Ray of Light/Music e a diversão adolescente de Hard Candy/MDNA.
Mas nem tudo são flores por trás do vidro canelado. Os pontos fracos desse álbum vão para a mesmice monótona de "Gang Bang" - que apesar de ser a preferida de muitos e ter uma historinha que MERECE um clipe tarantinesco (tia, favor providenciar Jonas Åkerlund) - não decola nunca e se torna um pretexto de 5 minutos para um break dubstep; para a chatice quinzeanesca de "Superstar"; e para a tristeza evitesca de "Falling Free", que merecia uma produção mais coerente no contexto do CD.

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Falling Free é muito linda gente. Mas é isso aí, curti a crítica, expondo argumentos sem ofender nem ficar fazendo a ~~intrigeuira ixxcrota~~
ResponderExcluirParabéns meninos =)
sem comentários para I'm Addicted e I Fucked Up? E não concordo nem a pau com o que disseram sobre Gang Bang, a melhor música da Madonna em tempos. É tipo Heavy Metal Lover da véia
ResponderExcluirGang Bang é muito boa, adoro Madonna se aventurando em suas músicas. E amo músicas climáticas! E Falling Free é linda... mas realmente, Superstar, GGW e até mesmo Give Me All Your Luvin são bem mais ou menos e Turn Up the Radio é meio (inteira) farofa, mas não é ruim. Pelo menos o álbum está sendo muito bem recebido pela crítica e fãs.
ResponderExcluirParabéns pela crítica e, como o Arthur falou, não ter feito a ~~intrigeuira ixxcrota~.
"Gang Bang" é legal... Mas ela não "acontece" como música. Parece 5 minutos de falas e onomatopeias + break dubstep.
ResponderExcluirTalvez ela ficasse mais interessante se fosse mais curta e servisse como uma faixa interlude... sei lá
ResponderExcluirNota 7,0. Realmente uma nota justa.
ResponderExcluirÓtima análise :)
meu deus, pq um texto tão ruim?
ResponderExcluirAchei o disco só ok...7 é a nota exata. A sonoridade de algumas músicas é muito legal, mas as letras de Madonna são tão profundas quanto um pires e as temáticas já muito batidas. Enfim, espero que Adele lance disco novo logo, pq o mercado tá saturado de electropop...
ResponderExcluirpelo texto, achei que a nota não fosse maior q 5.
ResponderExcluirConcordo. Não entendo o povo morrendo por essa faixa. Ela não não acontece. Promete e não evolui. Fica na mesma coisa até acabar. Talvez com 2 minutos e meio, quem sabe?
ResponderExcluirConcordo com a nota e concordo com o texto, mas eles parecem não estar de acordo um com o outro. Pelo texto, a nota parecia que seria UM POUCO maior, na minha opinião. Mas um ponto que merece discussão é: é justo julgar um disco pelos outros? Seja Madonna, Michael Jackson, Bowie, Djavan... quem quer que seja. Fico dividido entre o sim e o não. A gente espera mais ou menos de acordo com trabalhos passados de um artista sim, mas a gente também não pode esquecer que cada trabalho é único em si, mesmo que se referencie em trabalhos anteriores (e o MDNA faz isso). Digo isso porque li muita gente dizendo que o álbum era bom para uma Rihanna ou Katy Perry, não para Madonna. Mas calma lá, não é pq Rihanna ou Perry são "menores" que um disco considerado mediano fica bem para elas, todas essas cantoras têm, devem, lançar coisas boas. Se ele é bom para elas, pq não é bom para Madonna? Apenas porque ela já lançou coisa melhor? É nesse sentido que não parece justo julgar esse pelos outros álbuns, pq se o disco agradou (se fosse de uma novata) é o que importa ao fim. Mas sim, como fã da Madonna esperava mais, em contrapartida não tenho escutado outra coisa além do MDNA, exatamente na-da. Viciei em todas as faixas. Até porque minha fase de ter minha vida salva por um disco pop já passou #classemediasofre
ResponderExcluirAchei a critica razoável e concordo com a nota do álbum. Eu particularmente não paro de ouvir tirando umas 4 músicas beeem descartáveis, o CD é bom, mas só isso, bom, não chega aos pés de muitos trabalhos anteriores da mesma, mas já é uma evolução do 'Hard Candy'. Já fazendo uma comparação (já que parece que somos obrigados a fazer) com o último CD da Gaga, o da Madonna cumpre muito mais o pop. O que a Gaga tentou fazer de diferente do pop atual pra se consolidar como uma artista 'original' (que não deu certo pois o CD é péssimo, convenhamos), Madonna errou em tentar mais uma vez conquistar o publico teen, pelo menos dessa vez ela incluiu faixas um pouco mais maduras e 'a ver' com a personalidade dela.
ResponderExcluirConfesso que não ouvi o albúm todo ainda, apenas algumas músicas...e pelo o que eu ouvi, Turn Up The Radio e Beautiful Killer, mereciam um clip e tinham que ser o carro chefe do cd. Enfim, sobre a critica gostei, vocês escrevem muito bem e achei certo a nota dada para o cd.
ResponderExcluirEu achei q seria ótima... Mas o bizarro é q ele criticou as musicas mais elogiadas pela critica especializada q são Gang Bang e Falling free
ResponderExcluirDificil agradar gregos e troianos não é? Madonna é uma mulher atemporal. Têm público de todas as idades, gostos e tribos. Daí um albúm que chama-se MDNA (MADONNA) . Ela irá completar 30 anos de carreira em breve e está revisitando sua própria carreira neste albúm. Motivo para sons que "lembram" coisas que ela já criou. GMAYL foi para adolescentes , GGW para o público gay. T~em músicas para heteros, românticos, pra quem curte balada, para os introspectivos e extrovertidos Talves tenha faltado uma música para os datados e preconceituosos como parace ser vc que escreveu esse texto tão medícore.
ResponderExcluirPra mim os comentários da Billboard, NYT e Rolling Stone são suficientes. O resto que se dane e fale o que quiser! :)
ResponderExcluirTanto que a rolling stone deu 3 estrelas e meia valendo 5, né?
ResponderExcluirBosta, como tudo que ja saiu desse cú cheio de veias, estrias e verrugas! -nojo
ResponderExcluirSinto a mesma coisa quando ouço Gang Bang, não tem ápice algum. Superstar é bem bobinha e repetitiva mas eu até q gosto, já Falling Free, ainda não ssei se gosto ou passo...
ResponderExcluirconcordo :)
ResponderExcluirNa verdade ela segue a linha de
ResponderExcluirThief Of Hearts, que por sinal é uma das melhores da Madonna e, talvez, seja tão adorada pq continua tão interessante quanto a precursora.
Minha nota é 9,0 para o álbum.
ResponderExcluirBaseio minha opinião, primeiro pq achei a base crua o ponto essencial do álbum. E é exatamente o que o site critica que foi tão valorizado em MDNA mundo afora.
Tem uma letra ou outra tosca, mas o conceito é muito bom. As melodias sustentam qualquer música deste álbum. Afinal, falar que Sorry é um exemplo de música é um tanto quanto limitado.Segundo, porque a Madonna é uma camaleoa, e como todo animal desta espécie, ela se mistura ao ambiente, o que faz de MDNA muito gostoso de se ouvir.
Li muitas críticas sobre GMAYL e GGW é o que entendi é que todo mundo esta reclamando não dos singles e sim da falta de um conceito. Em ROL ela estava toda simples no jeans, em Music a vaqueira, em AL toda norteamericanizada, em COADF toda na legging roxa e rosa e em HC blond black in tour.
É engraçado que todo mundo a critica por não ter "inovado", mas o que esperam é uma "nova" Madonna, só que não entendem o que querem dela, afinal ela já cansou de mudar de visual e agora a música é o foco, assim como todo cantou de eletro music que não vai à tv divulgar seus álbuns.
Ah! Esta ai a nova Madonna rsrsr
Leiam as críticas dos especialistas seus tupiniquins. O Album é ótimo, porém qdo se trata de Madonna , as exigências são muitas. Se vc gosta de Madonna e não curtiu o CD? Troque de aparelho de som...kkk. Abraços.
ResponderExcluirApesar de amar o album, admito suas fraquezas. Madonna ao tentar conquistar novamente seu publico e querer expandir para novos fãs com um pop atual, fugiu de toda genialidade dos album anteriores. Esperava algo como Confesions, ou Ray Of Light, mas saiu novamente um Hardy Candy.
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