X-Men: Primeira Classe supera, e muito, as expectativas!



Uma das palavras que esperamos ter seu significado cumprido quando vemos algum filme de super-herói é, sem dúvidas, épico. Com ou sem clichês, sempre esperamos, por mais superficial que isso seja, grandiosas cenas de ação e efeitos especiais para encher nossos olhos e fazer valer nosso dinheiro. Não é de todo mal esperar isso, mas se contentar com essas características é muita frivolidade. Esquecemos, algumas vezes, de aspectos mais importantes, como roteiro conciso, sensatez do longa e algo em que se focar, digamos, mentalmente. X-Men: Primeira Classe não nos deixa faltar nada disso. Em momento algum.


O filme cumpre seu papel de reboot de forma brilhante e carismática. Tem toda a parafernalha que um blockbuster necessita, mas não se deixa apoiar somente nessa perspectiva. Toda a emoção de ver destroços, lutas suntuosas e de presenciar um submarino flutuar é entregue ao espectador, na maioria das vezes, de uma forma quase poética. Pode ter certeza de que você vai se pegar elogiando a construção das cenas mais de uma vez.

James McAvoy, Kevin Bacon e Michael Fassbender

Outro ponto importante do filme é a qualidade estrutural do roteiro. Em X-Men: Primeira Classe você encontra alívio cômico sim, mas o caminho pelo qual a narrativa percorre te oferece muito mais do que apenas outro filme supercool de verão. Diferente da despretensão ridícula de Thor, o longa consegue preparar território fértil para todos os personagens e, consequentemente, para as atuações lustradas e crescentes – tanto as principais, quanto as coadjuvantes – que nos são apresentadas.
Dentre essas atuações as que mais se destacam são as de James McAvoy (Charles Xavier/Professor X), Kevin Bacon (Sebastian Shaw) e Michael Fassbender (Erik Lehnsher/Magneto). Sem medo, pode-se considerar o desempenho dos três como os pontos mais fortes da base do filme. Porém é necessário dar destaque especial a Michael Fassbender pela incrível interpretação do complexo Magneto. Quando se trata de origens deseja-se saber quando, como e porquê se formou a ideia que perpassa a cabeça do vilão. Fassbender é o responsável por te oferecer as convicções de uma personagem tão intricada de uma forma sublime.

Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult

O filme, ambientado no período que compreende a Guerra Fria, traz as ideologias há muito conhecidas dos espectadores dos outros longas da franquia. Porém aqui, a ideia de aceitação da sociedade para com os mutantes e dos mutantes para com si próprios está mais enraizada. Com os holofotes desta vez dirigidos à linda da Jennifer Lawrence (Mística), que tem uma atuação surpreendente ao avançar da película, e ao lindo do Nicholas Hoult (Fera) o mote “Mutante, com orgulho” ganha peso e deixa de ter o significado piegas que poderia carregar.
Enfim, com barulhos, sentimentalismo e bom senso, temos aqui um nobre filme de super-heróis. É esplêndido e modesto, imponente e humilde. Épico.
_

5 comentários :

  1. Concordo plenamente com você. Sinceramente, fui para o cinema já com um pé atrás com o filme. Não esperava uma grande produção digna de carregar um peso tão forte como dos X-Men. Mas eu realmente gostei.

    ResponderExcluir
  2. O filme surpreendeu a todos, foi maravilhoso! E a atuação do Michael Fassbender e do Nicholas Hault foram fantásticas!

    ResponderExcluir
  3. o filme é realmente muito bom me surpreendeu demaaaaaiiisssss, acho q é até melhor q a trilogia q eu nunca achei grande coisa rs

    ResponderExcluir
  4. filme surpreendeu e muito mesmo

    a preocupação de sincronizar a historia do filme com a historia mundial soou a quase verididica

    diferente dos outros filmes da franquia, numero de personagens na medida certa, todos foram bem aproveitados...

    ninguem mencionou mais achei a atriz que fez a moira muito bem adequada

    ResponderExcluir
  5. Certamente este foi o MELHOR filme de toda a franquia. Foi imprecionante a forma como eles relacionaram a historia de cada personagem e como elas estavam ligadas a todo momento.

    Ninguem esperava um bom filme após a trilogia inicial que teve seus prós e contras. Confesso que o ultimo filme da trilogia, The Last Stand foi o pior de todos! Muitos personagens, enredo pessimo e final sem sal nem açucar.

    Sou a favor de investirem em historias que contem a origem de cada personagem. Quero o gostoso do Wolverine nas telenas, o delicinha do Cyclope mostrando o seu poder no raio laser e o Gambit fazendo a loka e me dando um truco no meio do cinema com suas cartas cheias de calor! Adorei o poste galera!

    ResponderExcluir