
O ano que está chegando ao fim pode não ter sido muito bom em diversos aspectos, mas, felizmente, foi ótimo para a cultura pop.
Conforme já tivemos em anos anteriores, dividimos os principais acontecimentos da música, cinema, TV e internet de 2016 em seis posts. No primeiro deles, abordaremos os 20 Melhores Videoclipes. No caso, resenhando os dez primeiros itens e citando os dez demais.
Os contemplados desta e das demais matérias que a sucederão foram escolhidos num acordo entre todos os membros da equipe do site.
Vale citar que, para ter uma lista mais ampla e justa, demos preferência para não repetir, quando possível, artistas e bandas em mais de uma categoria. Então calma, se aquele de quem você é fã não está neste post, pode ser que esteja em "Melhores Álbuns", "Melhores Singles" e/ou "Maiores Hits".
Avisos dados, bora ligar a caixinha de som ou pluglar o fone de ouvido e clicar em "leia mais"!


Numa época em que o visual-album se tornou um formato recorrente na indústria fonográfica, um que deveria chamar mais atenção fora de um nicho específico é Straight Outta Oz, de Todrick Hall. O youtuber e cantor lançou grandioso média-metragem com quê autobiográfico, inspiração em O Mágico de Oz e cheio de empoderamento e participações especiais - como Jordin Sparks, Nicole Scherzinger, Joseph Gordon-Levitt, Alaska Thunderfuck, Kim Chi e Bob The Drag Queen.

Imagina juntar animações em stop-motion no estilo de Wallace & Gromit e Pingu, numa história completamente tensa, envolvendo uma vila cheia de segredos macabros e até alguém sendo queimado vivo. Esse nó na cabeça só poderia vir do Radiohead. "Burn The Witch" foi o primeiro e promissor vislumbre que a banda deu do seu então futuro álbum, A Moon Shaped Pool. Uma bonitinha, mas perturbadora, produção dirigida por Chris Hopewell.

E como tudo que envolve o grupo, direta ou indiretamente, tem um fator catártico, quando o seu vocalista aparece como artista solo, não é diferente. Thom Yorke emprestou a voz à "Beautiful People" do produtor eletrônico britânico Mark Pritchard e a música ganhou um clipe que não poderia ser descrito de outra forma, que não magnífico. O trabalho acompanha um estranho explorador (com a face de Yorke formada por luzes) numa saga por belas e gélidas paisagens.

Sem dúvida, o fator mais essencial ao se fazer um clipe é a escolha do diretor. E The Weeknd, que rendeu bastante grana para sua gravadora com os hits do Beauty Behind The Madness, pôde contratar o cineasta russo Ilya Naishuller e contar com um bom orçamento no clipe de "False Alarm", um dos singles de seu novo disco. O resultado grandioso mostra vertiginosas cenas de ação em primeira pessoa, envolvendo o roubo de um banco, um sequestro e muito sangue!

E quando parcerias entre artista e diretores dão certo, pedem para ser repetidas. Nabil já havia dirigido "Cut the World" para ANOHNI, que apareceu em nossa Retrospectiva 2012, e novamente comandou um clipe para a cantora. Também contanto com uma celebridade para estrela-lo - o primeiro tinha Willem Dafoe e Carice van Houten e o novo Naomi Campbell - ANOHNI tece uma poderosa crítica contra as políticas bélicas, sob a emocionante dublagem da topmodel.

Quando dois grandes nomes da música alternativa se juntam, as expectativas ultrapassam o quesito sonoro. E eles não decepcionaram. "I Need A Forest Fire" é uma verdadeira obra de arte. No sentido denotativo mesmo. O vídeo, dirigido por Matt Clark e Chris Davenport, mistura uma instalação artística com técnicas como luzes, sombras, sobreposições, projeções e retoques digitais, criando algo tão cheio de texturas e camadas visuais, como a música é, instrumental e vocalmente.

Outra parceria grande a ganhar um clipe à altura é a do The Chemical Brothers com o Beck. "Wide Open" aposta na tendência dos videoclipes com dança contemporânea, mas sai completamente do lugar-comum ao incluir incríveis efeitos visuais à receita. O trabalho acompanha uma dançarina que vai se desfazendo, virando uma verdadeira malha viva, conforme realiza os movimentos de uma graciosa coreografia num galpão industrial. Tripofóbicos, estejam avisados!

Além de músicas boas, se tem algo que Beyoncé sabe fazer, é causar impacto. Com seu álbum anterior, lançado em 2013, a cantora movimentou a indústria fonográfica. Já com o clipe "Formation", lançado de surpresa no primeiro sábado de fevereiro, movimentou a sociedade estadunidense. Com críticas à violência policial e exaltação da negritude, recebeu elogios e críticas igualmente acaloradas. E esse foi apenas o primeiro tiro da metralhada chamada Lemonade que viria em seguida.

Parece que as parcerias realmente marcaram 2016. A entre o rapper americano e o músico francês ficou com a medalha de prata. O emocionante e shakespeariano videoclipe, acompanha Blanco, membro de uma comunidade LGBTQIA numa cidadezinha rural, vivendo um amor proibido com o integrante de uma gangue neonazista. Embora Woodkid também seja conhecido por ser um ótimo diretor, Matt Lambert ("The Libertine", Patrick Wolf) ficou com tal cargo, dando a crueza que o material precisava.

Depois do chá de realidade que muitos itens da lista deram, o surrealismo do Coldplay em "Up&Up" serve como uma espécie de alívio ao coração. O impecável clipe, dirigido por Vania Heymann e Gal Muggia, remonta o planeta Terra e a vida humana com proporções e situações completamente surreais. Embora invista na fantasia, o alívio está mais para um "meio copo cheio", pois também possui teor crítico a questões ambientais, bélicas e com relação à xenofobia e abertura de fronteiras.
11. Lazarus - David Bowie
12. Jamie XX - Gosh
13. Major Lazer feat. Nyla & Fuse ODG - Light it Up
14. Frank Ocean - Nikes
15. Yeasayer - I Am Chemistry
16. O Terno - Ai, Ai, Como Eu Me Iludo
17. Fergie - M.I.L.F. $
18. The Lumineers - Sleep On The Floor
19. Red Velvet - Russian Roulette
20. ZHU - In the Morning
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