
O aguardado 1989, novo álbum de Taylor Swfit, foi lançado dia 27 de outubro, mas poucos dias antes já estava disponível na web.
Nem o vazamento impediu que o trabalho vendesse 1.287 milhões cópias em uma semana, tornando-se o CD com melhor estreia desde do The Eminem Show (de 2002, com 1.322) e por pouco não batendo o recorde feminino de Britney Spears com Oops... I Did It Again (que vendeu 1.319 nos primeiros sete dias). O que leva a nos perguntar se precisava mesmo retirar do ar os streamings oficiais de sua discografia.
Mas vamos nos ater à parte boa: decidimos fazer crítica um pouco diferente das de costume. Primeiro: não vamos ficar tão presos às tecnicidades musicais. Segundo: vamos falar de música por música. Um álbum que tem a proposta de ser o primeiro diferente dentro da carreira de Taylor, merece uma resenha que siga o mesmo caminho.
Welcome to New York: abrindo o disco de forma "calma" e segura, a música cumpre seu objetivo de introduzir de maneira alegre a nova empreitada da cantora. Te dá aquela sensação de entrar num lugar tão novo pela primeira vez e já se encantar. É o melhor abraço de boas-vindas que se poderia ter.
Versos para amar: Everybody here was someone else before / And you can want who you want / Boys and boys and girls and girls
Blank Space: sem vergonha de começar a se mostrar, Tay discorre sobre seus relacionamentos and her aspiration in life quando se trata de estar com alguém. Talvez a canção seja tão amada porque além de insanamente bem produzida, é um ato de coragem que metade de nós queríamos: poder escrever, cantar e ganhar dinheiro com alguns desses versos espalhados aos quatro ventos.
Versos para amar: Got a long list of ex lovers / They'll tell you I'm insane / 'Cause you know I love the players / And you love the game
Style: fazendo, com a anterior, a melhor dobradinha do registro, essa faixa continua a sinceridade genuína de Swift. Dá pra sacar que foi escrita para um determinado alguém, num determinado momento de um determinado um relacionamento, mas ainda assim conseguimos emprestar algumas palavras que a artista joga na letra.
Versos para amar: He says, "What you heard is true, but I / Can't stop thinking 'bout you and I"/ I say "I've been there too, a few times"
Out of the Woods: outra canção que se torna relacionável. Tão específica quanto a anterior, aqui a moça usa da repetição lírica pra ficar na nossa cabeça. Nem precisava, apostando no synthpop, a fofa já tinha conseguido nos chamar a atenção bem antes.
Versos para amar: When we decided, we decided / To move the furniture so we could dance / Baby, like we stood a chance
All You Had To Do Was Stay: com gritinho inspirado no game Just Dance, a música é o momento posterior daquele rancorzinho que sentimos quando somos deixados. É quando passamos um filtro racional nas nossas emoções e enxergamos nossa dor como terceiros.
Versos para amar: People like you always want back / The love they pushed aside / People like me are gone forever / When you say goodbye
Shake It Off: se o pop é diversão, não haveria melhor carro-chefe. Impossível não querer dançar ao bel-sabor da letra fácil e pegajosa, já que a melhor arma contra os haters ou as pessoas que simplesmente enchem seu saco é ligar o foda-se. Basicamente esse é o óbvio eufemismo da música.
Versos para amar: I go on too many dates / But I can't make them stay / At least that's what people say
I Wish You Would: talvez não seja a mais inspirada, mas ainda assim tem seu lugarzinho - mesmo que pudesse ser uma bônus. Talvez por soar um pouco genérica, conquiste por nos dar a sensação de que sua amiga próxima poderia tê-la escrito.
Versos para amar: You always knew how to push my buttons / You give me everything and nothing
Wildest Dreams: a primeira faixa claramente sexual de Taylor não consegue ser assim tão poderosa. Se ela já tinha dado indícios de ser mais destemida do que parece, aqui faltou um pouco mais de doação. De qualquer maneira, os "aaah, ahh..." - mesmo que breguinhas - ainda ficam na cabeça.
Versos para amar: And his voice is a familiar sound / Nothing lasts forever / But this is getting good, now
Bad Blood: talvez um pouco exagerada, já que sabemos para quem e em qual situação foi escrita. "Bad Blood" é, pelo menos, algo que podemos escutar quando percebemos que aquela amizade uma vez maravilhosa, só nos fez mal.
Versos para amar: Did you think we'd be fine? / Still got scars on my back from your knives
How You Get The Girl: outra que não parece tão inspirada, mesmo com a produção apurada. Desperta a sensação de ser um poema iniciante, daqueles que esporadicamente aparecem no seu feed. Mas aqui, ao menos, a "iniciante" sabia que queria tomar o rumo pop.
Versos para amar: Broke your heart, I'll put it back together / I would wait for ever and ever
This Love: nesta, a simplicidade pretendida anteriormente consegue um caminho mais confortável. Apego a um amor que já não existe, enquanto um novo alguém aparece na sua vida, só poderia resultar numa canção pontuada de tristeza. É um pouco sobre a arte de deixar as pessoas irem.
Versos para amar: Tossing, turning / Struggled through the night / With someone new / And I could go on and on / On and on
I Know Places: uma metáfora quanto a dificuldade de uma artista como Taylor ter privacidade em seus relacionamentos, que também pode ser interpretada como a luta de se estar com alguém. quando um monte de pessoas torcem para saber quando e como tudo vai terminar.
Versos para amar: Just grab my hand and don't ever drop it / My love / They are the hunters, we are the foxes / And we run
Clean: impossível não se arrepiar com esse lirismo metafórico. Aqui, parece que a cantora canalizou tudo o que sentimos quando um romance acaba e nos deu de presente, dizendo: "Eu te entendo. Muitos de nós sofremos assim. É o que nos aproxima".
Versos para amar: It was months and months of back-and-forth / You still all over me / Like a wine-stained dress I can't wear anymore
Wonderland: referenciando Alice, Swift trata de um monte de sensações: a euforia de começar a se envolver com alguém, a dificuldade de não se deixar levar pela paixão, a falha em tentar encontrar razões em alguns atos e o desespero que é ter outros se intrometendo em sua relação. Um enlouquecedor País das Maravilhas.
Versos para amar: It's all fun and games 'till somebody / Loses their mind
You Are In Love: escrita quase toda entre vírgulas, a moça trabalha ao máximo sua capacidade de síntese. Esse movimento traz uma leveza única à música e, batida por batida, consegue preencher tudo aquilo que se espera de um relacionamento saudável. Talvez por isso, tenha um quê de desejo e não de "factual", o que só acrescenta à letra.
Versos para amar: For once, you let go / Of your fears and your ghosts / One step, not much, but it said enough
New Romantics: inspirada no disco, quase fechando o álbum, não haveria melhor maneira de jogar novidade em nossas caras. Taylor coloca nossa geração - ou ao menos seus fãs - num novo enquadramento. São as pessoas que até têm medo de errar, mas não se importam muito com isso. Seres de uma era tão individual e falsamente social, que conseguem julgar, aos trancos e barrancos, criticamente todas as vezes que seus corações foram partidos. E continuam livres.
Versos para amar: Baby, we're the new romantics / Come on, come along with me / Heartbreak is the national anthem / We sing it proudly
I Know Places (Piano/Vocal) / I Wish You Would (Track/Vocal) / Blank Space (Guitar/Vocal): Essas três são umas das coisas mais fanservice que veremos este ano. Para os Swifties é um presente enorme e para os adoradores, que se permitirem, é uma ótima forma de conhecer um pouco mais da artista. O maior feito disso é só te deixar com mais vontade de ser amigo dessa mulher. Êta Taylor destruidora.

quedelicianegente.com
Comecei a gostar da Taylor com Red, mas 1989 ganhou meu coração. Ouso dizer que esse é um dos melhores álbuns do ano (na minha humilde opinião)!
ResponderExcluirTaylor e Imogen fizeram um trabalho maravilhoso em Clean :)
ResponderExcluirodeio essa rapariga comercial............... Odeio mais ainda pq ela e linda, branca, loura, e só pega macho gostoso.............. #SOUDESSAS
ResponderExcluirjucy de jeovah