
É inegável o trabalho espetacular que a Marvel vem desenvolvendo nos cinemas. Os bons frutos se iniciaram lá com o primeiro Homem de Ferro (obviamente não vamos incluir os dois filmes do Hulk na conta) e desde então vêm nos dado saborosas idas ao cinema.
Claro que, no meio do caminho, deslizes foram cometidos. Filmes foram subestimados, outros superestimados, mas nada atrapalhou a ótima conexão cinematográfica feita pela Casa das Ideias. Capitão América 2 - O Soldado Invernal aparece como duas pontas extremamente bem trabalhadas da empresa: a expansão cada vez mais incrível de seu universo e a busca por uma unicidade em seus projetos.
A nova aventura de Steve Rogers (Chris Evans) traz um Capitão América tentando se adaptar ao nosso mundo. O cara ficou congelado por muito tempo e, tecnicamente, tem 95 anos. Agora ele já é praticamente um membro honorário da S.H.I.E.L.D. e comanda muitas missões
Isso acontece porque a agência de inteligência parece estar comprometida, como desconfia Nick Fury (Samuel L. Jackson) e, pronto, esse roteiro é o maior de todos os trunfos do longa (não vemos negar que em certo momento há um discurso patriótica bem chato). O argumento criado é uma discussão entre vigilância, segurança e um pouquinho de terrorismo. A HIDRA, organização combatida pelo América na Segunda Guerra Mundial, parece ser uma célula cancerígena que ainda está à espreita.
Nesse contexto de tensão e teorias da conspiração, obviamente não se pode confiar em ninguém. O tom de espionagem que o filme carrega é maravilhoso e completamente afastado das características básicas reconhecíveis da Marvel. É denso de uma maneira crível e espetaculosa, bélico de uma forma que conquista facilmente amantes de filmes de ação e também os de superheróis.
As lutas e suas coreografias buscam uma crueza direta (mas ainda devem trabalhar em cima da física do escudo, haha) e que é atingida por uma sonosplastia esplêndida. É cruel com os ouvidos o apuro técnico dado a vidros e ossos quebrados. A trilha também é certeira, mesmo que fique em um volume baixo constantemente. A maioria das vezes isso é muito bem vindo, ainda mais com o grau de realismo que quer ser atingido, mas em outros ela deveria ser tão protagonista quanto o próprio Capitão.
Em um filme tão bem trabalhado, o que merece mais destaque são as escolha estilísticas feitas pelos diretores Anthony e Joe Russo. Os irmãos não têm medo de entrar dentro da ação com sua câmera curiosa, mesmo que isso cause uma claustrofobia (necessária) no espectador. Seus ângulos "improváveis", os planos que exploram nuances dos personagens e do ambiente, a furtividade da câmera e a diversão de se filmar um asfalto em altíssima velocidade deixam o longa num patamar bem diferenciado dos companheiros de casa. Além de um estilo bem "video-gâmico" inserido aqui e ali.
A química entre os atores também é algo importante de se ressaltar. Scarllet e Chris não têm nenhuma dificuldade em demonstrar naturalidade na amizade, assim como acontece quando decidem acoplar Anthony Mackie (Falcão) à equipe. O mesmo para o trabalho dos coadjuvantes, com destaque para Cobie Smulders (que faz Maria Hill), Samuel L. Jackson e Robert Redford (intérprete de Alexander Pierce
Não é exagero dizer que Capitão América 2 - O Soldado Invernal é uma gema cinematográfica para a Marvel. Se antes já tava difícil dazinimiga acompanhar o estúdio, agora o nível certamente subiu de vez. Com seu escudo indestrutível, Steve Rogers força as barreiras desse universo expandido a irem mais longe.

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