, chegou a vez de dissecarmos as músicas separadamente, na terceira, das sete partes de nossa
O que mais tocou por aí? O que não tocou tanto mas merecia tocar mais? Quais os artistas ganharam destaque no ano e devem ganhar ainda mais no próximo? Pra as respostas, basta continuar a ler o post.
Miley Cyrus - Wrecking Ball: Quanto o assunto são os hits, não há muito o que escolher. É uma questão de organizá-los de acordo com nossa percepção sobre quem bombou mais, o que não necessariamente quer dizer só números nos charts, mas também como a canção se expandiu em outros meios. O disco
Bangerz também teve "
We Can't Stop" tocando loucamente, mas só "
Wrecking Ball" juntou o fato de ser uma balada poderosa com um clipe legal, polêmico e gerador de memes.
Daft Punk feat. Pharrell - Get Lucky: Perceberam que essa é uma das músicas mais tocadas no ano, mas com quase zero divulgação dos seus criadores (nem clipe teve!)? É um caso que demonstra o poder da internet. Ela já bombava antes mesmo de ser lançada, com suas várias versões
fan-made, feitas com as prévias e depois com inúmeros covers (até em axé e pagode!), mashups e remixes, que fizeram do duo francês não o precursor, mas o mais expressivo, na onda do revival
disco.
Robin Thicke feat. T.I & Pharrell - Blurred Lines: Algumas canções bombam sem muitas explicações e, de repente, tá todo mundo cantando e levantando o dedinho na balada. Aqui, talvez seja culpa da melodia simples e gostosinha, da letra de fácil assimilação (porém BEM babaca e machista e, por isso, polêmica) e seus "hey hey heys", do clipe minimalista e safado... Ou ainda dos falsetes e hipnotizantes olhos azuis de seu dono. Vai saber.
Lorde - Royals: Assim como Gotye e fun. anteriormente, a jovem neozelandesa saiu do status 'alternativo' para o topo das paradas mundiais quase sem escalas, também com o boca-à-boca da internet e forcinha dos diversos covers dos colegas de profissão, como principais fatores de divulgação. Para aproveitar o hype, a gravadora apressou o lançamento do seu álbum, a colocou em turnê pelos EUA e a fez assinar um contrato milionário. Ainda a veremos muito (felizmente!).
Anitta - Show das Poderosas: Em escala Brasil, o maior hit foi, sem dúvida, "
Show das Poderosas". Mesmo que não haja consenso sobre a funkeira Anitta, tal música foi cantada e dançada pelos tipos mais distintos de pessoas e ganhou várias versões e paródias, que só aumentaram seu sucesso. Confesse: você nunca mais vai escutar um apito de navio sem pensar que, em seguida, vem um "PRE-PA-RA".
Menções honrosas: Avicii - Wake Me Up /
Baauer - Harlem Shake /
Capital Cities - Safe And Sound /
Katy Perry - Roar /
Lady Gaga - Applause
Mutya Keisha Siobhan - Flatline: O primeiro lugar em "Melhores Singles" é, de certa maneira, bi-campeão. É que
no ano passado, quem ocupou tal posição foi Sky Ferreira com "
Everything is Embarrassing", e ambas foram produzidas por Dev Hynes (o Blood Orange). "
Flatline" marca o retorno da formação original da girlband britânica Sugababes, sob o nome de suas integrantes, Mutya Keisha Siobhan, e te desperta lembranças com a atmosfera nostálgica de seus arranjos e coros.
Eliza Doolittle - Let It Rain: Sabe aquelas canções que já nascem com cara de hino, seja por sua melodia, estrutura e/ou até mesmo clipe? É o caso de "
Let It Rain", single do segundo CD de Eliza Doolittle,
In Your Hands, que nos fez ter vontade de sair no meio de uma tempestade entoando os versos "
'Cause I found my way with bad directions / I've done my best
, & I learned my lessons / And
I know
I can
do this
, again and again /
So, let it rain, just let it rain, just let it rain on me".
Sara Bareilles - Brave: Mesmo apelando para o clichê da auto-ajuda, Sara, ainda bem, não abordou o assunto da corriqueira forma dramática. Na verdade, fez praticamente o contrário. "
Brave" tem uma melodia e letra extremamente positivista, algo condizente com seu clipe, que é quase uma continuação do
"Gonna Get over You", cheio de gente feliz dançando como se não houvesse amanhã. Deu tudo tão certo, que a música até ganhou uma versão por outra cantora... rs
RAC feat. Kele & MNDR - Let Go: RAC, anteriormente um coletivo de DJs, acabou virando apenas o codinome de seu fundador, André Allen Anjos. Depois de ser o responsável por famosos remixes de outros artistas, o cara resolveu lançar o
Don't Talk, seu primeiro EP autoral, cheio de participações. Uma delas é "
Let Go", com a MNDR e o Kele Okereke (do Bloc Party). O resultado da junção foi uma das faixas mais gostosas de se ouvir em 2013.
Lady Gaga feat. R. Kelly - Do What U Want: Os sintetizadores, amplamente usados pela galera indie, quando parece no pop mainstream, geralmente é em doses mais módicas ou misturado a outros elementos. Lady Gaga, no entanto, colocou o instrumento eletrônico como protagonista em "
Do What U Want". O que, somado à temática sexual e bem equilibrado compartilhamento de vocais com R. Kelly, fez da música tão bem aceita, que de single promocional, virou oficial na divulgação do
ARTPOP.
Menções honrosas: Birdy - Wings /
HAIM - The Wire /
Kanye West - Black Skinhead /
Katy B - Crying For No Reason /
St. Lucia - Elevate
Lorde: Nem parece, mas só faz pouco mais de um ano que Lorde surgiu no mundo da música, através do EP
The Love Club. Nesse curto período, a cantora já ser tornou tão familiar, que até "meme" virou, por suas, digamos, fortes opiniões. Brincadeira à parte, cumpriu muito bem seu papel, principalmente se levarmos em consideração a pouca idade, através de ótimos singles e um disco,
Pure Heroine, tão bom quanto. E ela só está começando!
Macklemore & Ryan Lewis: Com alguns anos de estrada (principalmente separadamente), o duo formado pelo rapper Macklemore e o produtor Ryan Lewis talvez pudesse ter aparecido nesta categoria no ano passado, quando lançaram o elogiado disco
The Heist. Mas foi em 2013 que os caras realmente bombaram, com sua proposta de misturar hip-hop e pop, ora de maneira bem humorada, como no hit "
Thrift Shop", ora falando sério, como no caso na gay-friendly e idealista "
Same Love".
Iggy Azalea: Caso similar ao da rapper australiana Iggy Azalea, que vem dando o que falar desde seu primeiro EP,
Glory (2012) e singles de sucesso como "
Work" e "
Bounce", e promete continuar sendo o centro das atenções no começo de 2014, quando o seu debute,
The New Classic, chegar às lojas. Comercialmente falando, encontrou um lugar no mesmo nicho de mercado que a quase xará Azealia Banks, que acabou ficando pra trás, devido a demora do lançamento de seu disco.
AlunaGeorge: No top 3 da famosa lista "Sound of 2013" da BBC, a dupla formada por Aluna Francis e George Reid, fez por merecer o título, com seu impecável trabalho r&b eletrônico minimalista, porém acessível a diversos gostos. Basta escutar "
White Noise", parceria com o Disclosure, singles como "
Your Drums, Your Love" e "
Attracting Files", ou o próprio disco de estreia,
Body Music, na íntegra, para se apaixonar.
Chlöe Howl: Mais como aposta que revelação, por fim, temos a ruivinha britânica Chlöe Howl, que foi responsável por aquela dose anual de synth/electropop descompromissado e delicioso, que outrora nos foi injetada por Little Boots, La Roux e Robyn. Mesmo com ótimos singles na praça (a maioria deles com mais de um clipe), como "
Rumour" e "
No Strings", ela ainda não lançou seu primeiro álbum. Então, em 2014, deve bombar muito mais e chegar às rádios e paradas musicais.
Menções honrosas: Elliphant /
Gabrielle Aplin /
HAIM /
MØ /
The 1975
Sara Bareilles
ResponderExcluirAi gente, que mania essa de chamar a música do Robin Thicke de machista. Quem faz isso é que é machista. Que idéia mais chata. E se a mulher quiser ser objetificada? Deixa a melhor ser objetificada, tanta mulher quer ser objetificada. São muitas mesmo. Sem generalizar.
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