Lanterna Verde tira a realidade e coloca a pipoca em foco.


Pense nos antigos filmes de super-heróis. Sim, aqueles que por mais clássicos que sejam se tornaram caricatos. Atuações dramáticas e regadas de teatralidade eram marcas, além de que o roteiro podia ser o mais fantasioso quanto conseguisse. Sempre foram ótimos, mas é impossível não enxergar essas características. Lanterna Verde tem, pelo menos, um desses atributos, que é, justamente, o roteiro “intergaláctico” (com o perdão do trocadilho).
Hal Jordan (Ryan Reynolds) é o melhor piloto da Ferris Aeronáutica e também um homem irresponsável. Contudo, isso precisa mudar quando ele se torna o primeiro humano selecionado para a tropa dos lanternas verdes. Como aprende logo quando se torna um Lanterna Verde, com todo poder vem uma grande responsabilidade e Hal precisa derrotar a entidade Parallax, que ameaça o desequilíbrio do universo.


Se alguém esperava que Lanterna Verde fosse outra bandeira que a DC Comics e a Warner Bros. pudessem levantar para se orgulhar de possuir, está completamente enganado. Não que Lanterna seja uma porcaria de filme, mas está longe de ser o épico que Batman – o super-herói das antigas que agora pode se gabar por ser um dos símbolos do sucesso dos estúdios Warner – se tornou. É impossível não entender que Lanterna Verde retorna ao ponto em que universos imaginários são bem-vindos. Ok, neste caso não é possível desvincular esse universo do personagem, mas teria sido incrivelmente melhor se a abordagem conseguisse ser totalmente competente. O “problema” é que o universo e o roteiro em si tiram a espetacularidade do longa e o transformam apenas em programa familiar.
“Problema” porque um ou dois erros de continuação e eventuais descasos da direção não vão fazer o longa se tornar um marco na história das adaptações cinematográficas, mas conseguirão encaixá-los na categoria “combo-pipoca-refrigerante”. É exagero dizer que o filme é ruim, chato ou até mesmo sem-graça. Só é preciso deixar claro que a leveza e despretensão estão mais presentes do que o público esperava e do que a produtora almejava para alcançar bons números nas bilheterias.

Ryan Reynolds (Hal Jordan) e seu par romântico, Blake Lively (Carol Ferris)

Mesmo com momentos em que as atuações se tornam condescendentes o elenco passa a sensação de estar ciente de que faz parte de um projeto que será apenas mais uma forma de entretenimento com uma lição de vida realmente forte, porém não trabalhada com o devido merecimento. Apesar disso, os atores não mostram motivos para que o público fique decepcionado com a atmosfera superficial que, algumas vezes, a história apresenta.
No mais, Lanterna Verde é um filme para se divertir com os momentos em que Hal Jordan age como criança, admirar os efeitos especiais e encher os olhos com Ryan Reynolds e Blake Lively como casal. Não é o suficiente para arrancar críticas maravilhosas e nem para render milhões de dólares, mas é uma ótima oportunidade para se passar a tarde.
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9 comentários :

  1. BONS ESCRITORES.PÉSSIMO LAYOUT.UM HORROR MISTURADO EM CONFUSÃO

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  2. Agora virou moda tornar tudo em 'realidade' né...

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  3. Batman e todo seu "realismo" é lindo e tal. E claro, boa parte disso é "culpa" do ótimo roteiro, produção, direção, etc. Mas é também pq Batman é um dos poucos heróis com uma história "possível", já que ele ñ tem super poderes, e todo seu "fodismo" vem da tecnologia avançada e treinamento físico (há até um livro que fala "como se tornar um Batman").
    Há outros heróis (a maioria) que, se pararmos pra pensar, tem histórias completamente absurdas. Então, imagino que deve ser bem difícil transcrever todo esse surrealismo para as telonas de uma maneira plausível, sem cair no ridículo (tipo o filme do Dragon Ball).

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  4. não gosto da maneira que Mauro escreve . sou só eu ?

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  5. Ah, só acho que a produção do Lanterna Verde não se preocupou o necessário com o filme. Thor (que eu gostei bem menos do que Lanterna Verde) também é pura ficção, vide Arsgard e o Cubo Cósmico, mas o tratamento com o universo feat. do personagem ficou bem mais fluente do que com Lanterna.
    Eu também concordo que é difícil transcrever o surrealismo de uma forma plausível, mas se a Warner tivesse, ao menos, contratado um diretor que não estivesse envolvido no projeto somente por causa do dinheiro, o filme poderia ter rendido bem mais e ter se sucedido melhor.

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  6. Rodrigo, não tenho nada contra não, ele escreve bem.Cada um com sua maneira, acho o Fábio muito breve também, o Édipo gosto mais, ele explica melhor e é irônico, enfim cada um com seu cada um.
    Voltando aqui, concordo com vocês, mas sei lá, tá muito tabu já isso, eu gosto mais de ver os efeitos, tem coisas que eles fazem que você fica de boca aberta.O que me prendeu mais, dessa laia toda aí, foi spider man, o último do cavaleiro das trevas, tirei o chapéu meu, mas tirando esse não me interesso muito mais por esses filmes, não sei porque...

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  7. ain, eu não entendi a crítica. :S
    se o filme não é chato nem emocionante, é morno, isso? hm, vou procurar o trailer.

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  8. é, entendi que o filme é legalzinho e só.

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  9. Eu acho que eu sou a única pessoa que curtiu o filme. Sem contar que há menções a tantos outros super-heróis. As pistas de hotwheels me lembraram o Speed Racer/Max Steel, as cenas em que o Lanterna é jogado pelo Paralax em plena rua com vento e tudo mais é tão remanescente de Superman. Aliás, homenagens a Superman não faltam no filme. As cenas em que ele salva a mocinha de um acidente com um helicóptero e depois vai lá na varanda da casa dela, que aliás pergunta a ele em um dado momento algo sobre como funciona dizendo falando alguma coisa sobre "um gato numa árvore". E por fim, ainda temos um pouquinho de Star Wars... naquele campo de asteróides, a la Han Solo em o Império Contra-Ataca. Espero que eles façam mesmo uma continuação a despeito da bilheteria muito ruim.

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