São raros hoje em dia, álbuns e músicas que não vazam pouco (ou muito) antes do lançamento oficial. Os caminhos são vários, desde aquele funcionário "Robin Hood" da gravadora, até o próprio artista, em busca de buzz. Goste você ou não, concorde ou não, prejudicial ou não para o artista, é algo que não vai parar de acontecer. Não tem jeito, a internet mudou a música, pro bem e pro mal. E nossa obrigação é te manter informado. Então se liga nos álbuns vazados nos últimos dias (alguns já foram lançados oficialmente, não falamos sobre, mas vocês PRECISAM ouvir).

Depois de anos de espera, muitos adiamentos, confusões com a gravadora,
leaks e mais
leaks, finalmente saiu o aguardado álbum novo da
Jennifer Lopez,
Love?, sucessor do Brave, de 2007. E qual o resultado disso? O
single "On The Floor" já deu uma boa pista do que viria a seguir: dance-pop-fafora, mas é dance-pop-fafora bom, muito bom mesmo. Mas o disco soa estranhamente datado, como se tivesse sido feito há alguns anos atrás, o que de certa maneira, é verdade.
Escute: "Papi" e "Invading My Mind"
O álbum Make a Scene da britânica Sophie Ellis-Bextor também é um que ficou muito tempo na gaveta, cerca de quatro anos. Inclusive, muitas faixas deles não são inéditas, algumas vazaram, e outras até foram lançadas como single, no decorrer desses anos. Mas a demora valeu a pena, hein! Cheio de participações especiais e ótimos produtores (Freemasons, Junior Caldera, Armin van Buuren, Calvin Harris, e por aí vai...) temos um CD coeso, com um delicioso e melódico pop eletrônico, que por mais que já se conheça a maioria das músicas, é bom poder escutá-las todas juntas.
Escute: "Heartbreak (Make Me a Dancer)"
Screaming Bloody Murder, o novo disco do Sum 41 (banda do ex-marido da Avril Lavigne, o Deryck Whibley, er!), na verdade foi lançado no final de março, sem fazer muito barulho (no sentido figurado claro, afinal "barulho" eles fazem). O disco sucede o Underclass Hero, de 2007, mas uma boa maneira de explicar o novo, é abolir seu antecessor. Screaming Bloody Murder soa mais como sucessor de Chuck, de 2004. Não apresenta nada de novo no gênero punk pop, mas mostra banda fazendo o que sabe de melhor: músicas com melodias harmônicas, entre riffs barulhentos e crescentes, auxiliados pelos backing vocals, que dão um ar "progressivo" para faixas como "Skumf*k" e "Jessica Kill".
Escute: "What Am I to Say"
A grande maioria dos CDs, por melhores que sejam, têm sempre aquelas músicas que brilham menos, que são menos legais, e são geralmente jogadas pro finalzinho da tracklist. Agora imagine o contrário, um com várias músicas sem sal, e só algumas interessantes, igualmente jogadas para seu término. Assim é
If Not Now, When?, o novo álbum do
Incubus, vazado muito tempo antes do lançamento (que seria em 12 de julho), coincidentemente (ou não) na mesma semana em que lançaram o clipe do primeiro single,
"Adolescents". 5 anos de passaram desde que lançaram seu último disco de inéditas, o
Light Grenades, de 2006, então, esperava-se bem mais. Saudades do
Morning View...
Escute: "Adolescents" e "Switch Blade"
Lançado no final de março, Something To Die For do The Sounds, é possivelmente um dos melhores álbuns do ano, até agora. Pra quem não os conhece, eles vêm da terrinha da Robyn, a Suécia, e fazem um sonzinho indie-pop/rock gostoso, com quês de punk vintage e new wave, algo como um Blondie "atualizado", com doses de Alphabeat, The Long Blondes, Scissor Sisters e The Gossip. Enfim, uma delícia!
Escute: "Yeah Yeah Yeah"
_