Depois dos
clipes,
álbuns,
singles, hits e revelações musicais, chegou a hora de falar dos melhores filmes e séries na opinião da equipe do blog. Não se deixe enganar pela quantidade de
blockbusters e superheroísmo dos escolhidos cinematográficos. Todos eles são muito mais do que apenas explosões e mortes. Tanto nos filmes, quanto nas séries, levamos em consideração a direção, o roteiro, a fotografia, o argumento e o sucesso de crítica/público.
É claro, não dá para abranger todo o material veiculado nos cinemas e televisões em 2012. Então, se você conhece aquela série búlgara que teve um
remake feito esse ano ou então aquele filme escandinavo dramático que mexeu com sua cabeça, deixe sua opinião nos comentários!
Jogos Vorazes: Adaptações literárias têm um histórico cada vez maior no cinema. E o medinho de dar errado também é cada vez maior (né, Percy Jackson?). Felizmente esse não foi o caso de
Jogos Vorazes. O filme é uma adaptação - da obra de Suzanne Collins - no melhor conceito filme-é-filme, livro-é-livro. Gary Ross fez um trabalho extremamente pautado na linha tênue cinematográfica entre juvenil e adulto que deu muito certo. É claro, atores premiados e comprometidos também estão juntos nesse mérito.
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge: Nolan entrou para o hall da cultura pop da melhor forma possível. Transformou Batman num verdadeiro marco da história do cinema moderno e ainda deu o pontapé para que a esperança em filmes da
DC Comics não morra. Com um fim épico e arco extremamente coeso, a trilogia do Cavaleiro das Trevas ainda deixou como herança uma abordagem mais realista de super-heróis. Além disso, possui um dos melhores argumentos criados para o roteiro de um filme do gênero.
O Espetacular Homem-Aranha: Se a audiência só pensava nos dotes físicos de Andrew Garfield no colant do Homem-Aranha, ela se surpreendeu. Com uma abordagem ainda mais jovem, despretensiosa e fiel aos quadrinhos do que a primeira trilogia, e sem querer criar cenas aleatoriamente memoráveis, Marc Webb pôs seu toque emocional em voga. Com um Homem-Aranha mais ágil, fluente, bem humorado e com a inocência mais palpável, a trilogia promete crescer e transformar nosso herói.
Os Vingadores: The Avengers: Um filme com seis super-heróis poderia dar muito errado. Ainda mais quando ele vem depois de longas medianos/ruins como
Hulk,
Capitão América e
Thor. Contudo, para o alívio de todos os nerds,
Os Vingadores foi nada mais do que incrível. É um
blockbuster que não trata os espectadores como idiotas (olá,
Tranformers). Joss Whedon atingiu um novo patamar de
mindblowing com o longa que é o primeiro passo bem sucedido do caminho da veneração para o diretor.
Poder Sem Limites: Qualquer pessoa que consiga fazer um filme sobre super-heróis adolescentes em
found footage sem cair no clichê, merece uma pequena ovação. Josh Trank foi o diretor que conseguiu essa façanha. O filme é crescente de uma forma bem singular. Tudo ganha mais apuro à medida que os personagens se desenvolvem. E o filme não tem nem 1h25!
Poder Sem Limites conferiu a Trank o posto de diretor do reboot d'
O Quarteto Fantástico. É para guardar no coração.
Menções honrosas: 007 - Operação Skyfall /
Argo /
Moonrise Kingdom /
As Vantagens de Ser Invisível /
Prometheus
Smash: Vencer o preconceito de séries-musicais vindo (para alguns) de
Glee não foi fácil.
Smash fez isso com maestria e muita persistência. A série da
NBC decidiu mexer com Marilyn Monroe, um dos maiores ícones da cultura pop, e conseguiu exceder as expectativas. Com uma abordagem mais adulta, o seriado encontrou o equilíbrio entre musical e televisão. Além, é claro, de fazer um paralelo das altas armações e confusões que acontecem no
backstage da Broadway, que todos adoramos.
The Walking Dead: A série que começou a cair em descrença após sua segunda temporada
morta (rs), deu uma guinada incrível nesta terceira! Com novos personagens, cenários e possibilidades,
The Walking Dead deu o que seu público mais almejava: mortes, zumbis e eu já disse mortes? É bom lembrar que nem por isso a série perdeu o que a diferencia completamente de outras abordagens
zumbizíacas: a relação social, moral e ética em que as pessoas se encontram num apocalipse desse tipo.
Girls: Era um ano comum, até que a
HBO apresentou
Girls ao mundo. A comédia do canal narras as vivências de quatro amigas, de seus vinte e poucos anos, em Nova York. Nada muito original, verdade, mas a série é construída de um jeito extremamente relacionável e palpável com sua audiência. Isso faz toda a diferença. Além disso, qualquer seriado que chegue a ser chamada pela crítica de "A Sex And The City dessa geração" merece um espaço nas poucas horas de entretenimento que temos.
Arrow: E lá veio a
CW com mais uma série de super-herói da DC. Depois da entorpecência de
Smalville,
Arrow surpreendeu em ser a série com a estreia de maior audiência do canal em anos. Pautada muito bem no universo do Arqueiro Verde, o sucesso do seriado já acendeu, novamente, a luzinha verde para o fatídico seriado da Mulher Maravilha seja repensado. Se a história da Amazona tiver ganchos e surpresas tão bem engendradas quanto em
Arrow, podemos ficar felizes... Infelizmente vai faltar o protagonista boy magia.
Homeland: Um thriller psicológico dramático ganhar facilmente a audiência não é algo que se vê todo ano.
Homeland foi um sucesso em, praticamente, todos os quesitos. O maior trunfo da série é tratar de um assunto extremamente maçante, constante e sensacionalista na mídia de uma forma sua. Para aqueles que precisam de números,
Homeland ganhou 19 das 27 indicações a prêmios que recebeu esse ano, comprovando (não que precisasse) sua qualidade.
Menções honrosas: Game Of Thrones / American Horror Story: Asylum / New Girl / Once Upon A Time / The New Normal