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Crítica: E aí, afinal como foi a estreia do The Voice brasileiro?



Não ia - porque já o fiz resumidamente em nossa fanpage - mas decidi falar um pouco mais de como foi (na minha opinião) a tão esperada (?) estreia do The Voice Brasil, que rolou hoje na Globo. Principalmente pra esclarecer acusações infundadas (e quem, realmente acompanha o blog sabe disso). Nossas críticas ao reality show não têm absolutamente NADA A VER com o fato de se tratar de uma versão brasileira. Podia ser a estréia do The Voice Cazaquistão, que encararia da mesma maneira. Talvez não tão detalhadamente, já que estamos analisando de dentro pra fora, no caso, e levando tal contexto em consideração. A versão UK mesmo, não é lá grande coisa, por exemplo.
Vamos por partes. Sem dúvida as maiores polêmicas que envolviam o programa pré-estreia eram as escolhas da Globo para jurados.
Podiam ser melhores? Sem dúvidas. Ivete Sangalo, Ana Carolina, Rita Lee, Sandy, Sandra de Sá, Leonardo, Zezé Di Camargo e outras N opções de artistas que poderiam formar uma melhor bancada - goste deles ou não - e ter o mesmo (ou até mais) "apelo" entre várias classes sociais.
Foram tão ruins quanto imaginava? Não, não foram. A relação entre os jurados foi harmoniosa. Até demais. Poderia ter rolado umas "tretinhas", como na versão americana, e não somente a pagação de pau mútua, como aconteceu. Não adianta, não tem como engolir Cláudia Leitte (quem é minimamente informado sabe o porquê), mas talvez a presença dela seja até interessante, como alívio cômico (esperando performances com cordas)... Fora isso, nada a declarar.
A apresentação de Tiago Leifert e Daniele Suzuki como a "moça das redes sociais" também foi bem legal, embora ambos, mas principalmente a Dani, vão "aparecer" mais quando programa estiver nas fases de competições ao vivo.
Dos participantes, fora uns 2 ou 3 casos, esperava um pouco mais. Já vi gente bem mais talentosa em outros realitys "do gênero" (até no Programa do Raul Gil... sério). Sem contar que "vamos cantar inglês só se a gente for alfabetizado como a Sasha?"
O real problema do programa foi a produção, em vários níveis. Eu sei, não podemos comparar/cobrar o mesmo do orçamento multi milionário e elenco mundial da versão mais conhecida, a americana. Colocando-se no papel da emissora, não dá pra investir uma grana alta - pros padrões televisivos - ou consegui-la com patrocinadores, para bancar uma ideia que pode não dar certo (quem lembra do Flopama?). Mas pequenos cuidados com uma edição mais ágil, um áudio e sonoplastia mais coesos, uma iluminação de palco que beneficiasse melhor os jurados e calouros, etc, poderiam dar um up na coisa. Claro, isso pode ir sendo ajustado aos poucos, nos próximos episódios.
Em suma, o programa foi melhor do que o esperado, mas beeem longe do que tinha potencial para ser.
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