Já perceberam que são bem poucos os filmes comerciais estrelados por gays e, quando são, são direta ou indiretamente sobre... O fato de serem gays?! Se a gente filtrar os gêneros então, por exemplo, os de ficção científica, o número cai pra: zero.
Para sanar esse buraco, o diretor Mike Buonaiuto - conhecido pelos comerciais pró-LGBTs que comandou, como o olímpico #LoveAlwaysWins da AllOut.org - resolveu criar Credence, que tem como premissa ser um sci-fi sem os esteriótipos heteronormativos, dos quais Hollywood ainda tem medo de sair.
Ele contará a história de uma família composta por dois homens (Alex Hammond e Anthony Topham) e uma menininha (Tia Kenny), dilacerada durante a evacuação da Terra. Após violentas tempestades que tornaram a vida impossível, a única esperança da humanidade são planeta habitáveis recém descobertos. Mas há um porém. Somente crianças poderão fazer a viagem e ela custa caro. Assim, os pais precisam tomar a decisão que garantirá a sobrevivência da filha e desistir de todos os seus bens para custeá-la.
Buonaiuto apelou para o sistema de crowdfunding (a boa e velha "vaquinha on-line") para financiar a produção. Os interessados podem saber mais detalhes e ajudar neste link. Abaixo tem uma espécie de "pré trailer" para a divulgação da campanha e as suas cenas de bastidores.
quedelicianegente.com

Bem interessante. :)
ResponderExcluirEstranho um filme que luta contra a maneira que gays são retratados em filmes vender-se desse jeito. Lembrando que já há vários filmes que mostram gays sem se importar com o fato de serem gays de maneira realista.
ResponderExcluirNum mundo ideal, isso não seria motivo para alarde. Mas não vamos inverter os papéis de vítima/opressor. Existem filmes que retratam personagens gays de maneira não estereotipada? Sim e, ainda bem, estão se tornando mais numerosos. Mas o número diminui vertiginosamente para casos em eles são protagonistas e é menor ainda para casos em que não protagonistas sem que o tema principal seja ligado ao fato de serem gays. E lógico que, infelizmente, precisam apelar para esse "diferencial", afinal a ideia é financiar a produção e isso faz com que tenha destaque no nicho LGBT.
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