Dia 4 desse mês estreou na NBC a série Hannibal. Já havíamos falado dela aqui no blog, quando o projeto começava a ser divulgado pela emissora. Agora que o piloto já foi ao ar, podemos falar um pouco das nossas primeiras impressões.
A história é sobre a relação do investigador Will Graham (Hugh Dancy) e do Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen), um dos melhores psiquiatras do país. Will recebe ajuda de Lecter em vários casos de serial killers, sem saber que o doutor é, na verdade, um assino em série canibal. E esse ponto é um dos melhores da série. A audiência sabe desde o começo quem é Hannibal e o que ele faz. Assim, a tensão está presente até mesmo antes dele aparecer em cena.
É com essa agonia sempre confrontada pelo seriado que toda especificação técnica se desenvolve. A fotografia é extremamente pontual quando quer reforçar a individualidade dos personagens e o perigo que é a aproximação dos protagonistas. A cena em que Will e Hannibal tomam café da manhã é uma das que se percebe claramente isso. Assim como o destaque dado às vítimas.
Os planos detalhes estão aos monte dentre os mais de 40 minutos de projeção. Eles compactuam perfeitamente com tensão indispensável nesse primeiro contato com o seriado. Um pedaço de carne, lábios, um olhar, umas gotas de sangue. E lado a lado também temos várias metáforas visuais que ajudam a fortalecer o roteiro. O fato de Will conseguir sentir extrema empatia com os assassinos é um prato e tanto (trocadilho não intencional) para a audiência.
A forma de montagem escolhida é um ponto a parte. Ela é o que podemos chamar de irregular. É cheia de idas e voltas, objetividades e subjetividades. Dá um toque todo poético e caótico à série, mas exige atenção redobrada do espectador.
Nada melhor do que nomear de "Aperitif" o primeiro episódio da série. Foi um ótimo pontapé inicial. Claro, nada disso, porém, vai funcionar se você não tirar o dedo da tecla "Queria o Hopkins". Então para de ser chato e vai assistir Hannibal de mente aberta.
quedelicianegente.com

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