Detona Ralph é para você começar o ano quebrando tudo!



Detona Ralph chegou ao Brasil na primeira sexta-feira do ano. E que jeito maravilhoso de começar 2013 com sorte!
A premissa do filme é simples. Ele narra a história de Ralph (John C. Reilly/Tiago Abravanel), um vilão de um game 8 bits. Cansado de ser taxado como o cara mau, ele decide que quer virar um herói. Para isso, Ralph se muda para outro jogo para tentar ganhar uma medalha e provar que não precisa ser o vilão. Porém, claro, o protagonista causa uma superconfusão que põe em risco todo o fliperama. Para consertar seu erro, ele acaba por se juntar a Vanellope (Sarah Silverman/MariMoon), um bug do jogo Sugar Rush.
O filme é tão delicioso e divertido quanto aquele primeiro jogo de videogame que você teve contato. Para os mais velhos, das décadas de 80 e 90, o longa é ainda mais gostoso. Há um número enorme de personagens conhecidos que ajudam a compor a ambientação do mundo do fliperama. Além, é claro, das referências diretas ou indiretas que o filme faz com vários jogos também famosos e com situações nerds/geek.



Um dos pontos técnicos mais bem destacados na produção é sua sonoplastia. Ela traz de volta todos os detalhes sonoros dos saudosos jogos 8 bits, o que pode ser um pouco não compreendido pelas crianças do novo milênio. Calma, os jogos em alta definição não são esquecidos com suas explosões gigantescas e estrondosas. A sonoplastia é responsável por tornar mais vívida e transformar facilmente o filme em um apanhado extremamente bem equilibrado entre cinema e videogame.
Para acompanhar esse aspecto lado a lado, temos a animação em si. É um filme feito com a tecnologia atual, mas que faz questão de pontuar características dos contextos em que os games foram supostamente desenvolvidos dentro do tempo cronológico do filme. Por exemplo, temos uma movimentação rígida e pausada para os personagens dos games de 8 bits e outra mais fluida para os jogos high definition.



Detona Ralph ainda vem trazer a perspectiva da construção da personalidade própria de uma forma agradavelmente lúdica. É aquela ideia, que pode ser clichê, que temos que nos encontrar em nós mesmos. Aqui, porém, ela vem acompanhada da importância que as outras pessoas têm nesse descobrimento e amadurecimento. A cena final é de encher os olhos de lágrima. E dá até pra chorar, segundo fontes confiáveis.
Se você procura por uma animação de qualidade, um pouquinho de nostalgia e quer começar o ano com cheat de diversão, Detona Ralph é um item obrigatório.

PS: O Avião de Papel, curta em preto e branco que vem nas cópias do filme, também é de uma delicadeza maravilhosa. Não deixe de se entregar a essa história também.

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