R∆: o presente de Simon Curtis para sua Armada Robótica


Nesta terça, Simon Curtis lançou seu novo álbum, R∆ (acrônimo para Robot Army), pela iTunes Store e passou a quarta comemorando no twitter pois, mesmo sem assessoria de imprensa, empresário ou selo fonográfico, seu álbum conseguiu conquistar o 17º lugar em seu dia de lançamento na parada pop da loja, além de ter entrado no Top 100 em 11 países. Apesar desse ser o terceiro trabalho do cantor a atingir a internet, é seu primeiro lançamento do ponto de vista comercial no mercado fonográfico hipersaturado dos dias de hoje.
Chega de enrolação, dá o play no meu megamix improvisado e vem comigo no esquema track by track (pulando apenas "Superhero" e "Flesh" que já apresentamos anteriormente):


[D/L]

Laser Guns Up:
Logo de cara, anuncia que "o nome é S-I-MON quando a parada é P-O-P" e convoca todos aqueles que já receberam críticas ou foram colocados pra baixo a carregar suas armas laser para atirar em direção ao céu (?).

Don't Dance:
Nos faz querer dançar loucamente, resultado de sua psicologia reversa. Me fez lembrar vagamente do som do Darin, mas bombado com arranjos poderosos e frenéticos.

Pit Of Vipers:
Composta para Femme Fatale de Britney Spears, acabou não fazendo o requisito na tracklist final. Não morri de amores por essa, mas o sample dramático e circense é um dos pontos altos na produção assim como o tema da inveja, que faria mais sentido se cantada pela Femme Fatale.

D.T.M.:
É de longe uma das faixas mais poderosas do álbum: o refrão simples e mântrico, "You're dead to me" - em meio a profusão de arranjos video gamísticos e bateria potente - vai fazer você ficar cantarolando o dia todo sobre suas mágoas amorosas e pessoas que morreram para você. Uma das minhas favoritas!

Chip In Your Head:
Cheia de versos controversos, ironiza sobre sua situação indie: "Have a million downloads. No, I don't fake it. The labels still avoid me, what a big mistake". Apesar de achá-la interessante, não foi amor à primeira ouvida...

How To Start A War:
Uau! Só posso dizer isso. Simon canaliza o melhor das power ballads "backstreetboyanas" numa atmosfera futurista e intensa. O único fator que me incomoda mesmo é a semelhança de hooks com "I Wanna Be Bad" da Willa Ford (desconhecida em meio àquela enorme leva de enlatados pop dos anos 90).

Get In Line:
A temática militar dá as caras novamente aqui, enquanto o cantor convoca sua armada a entrar no combate junto a ele.

I Hate U:
Dessa vez, outro de seus refrões mântricos vem acompanhado de uma batida certa para acertar a pista de dança em cheio.

Joshua:
Enquanto canta que não é o moço bonzinho que pensam que ele é acompanhado de um piano e uma profusão de synths que acabam, ao fim da música, se transformando em mais uma bomba para as pistas de dança depois do melhor break do álbum.

Soul 4 Sale:
Acompanhada de um sample acústico maravilhoso e exótico, a letra sugere que o cantor está pronto para vender sua alma para ser escolhido na prateleira cheia de bonecos e que quer que os paparazzi o chamem por seu nome. Outra que entra no meu TOP pessoal.

Enemy:
A repetição de estilo no arranjo do synth (similar ao de "Chip In Your Head"), dá a sensação de filler no conjunto da obra, mas vale a pena apenas pelo final quando se torna um club anthem.

The Dark 2: Return To The Dark:
Para fechar o álbum, retorna a temática de "The Dark" do 8-bit Heart, aproveitando trechos e emprestando alguns compassos, sem deixar evidente a referência (a não ser pelo título).

Veredito:
Em seu novo álbum, o Boy Robot arrisca mais nos falsetes e sem fazer questão alguma de esconder suas inspirações - de 'N Sync a Darren Hayes, passando por Britney Spears - traz um álbum cheio daquele pop chiclete que tanto amamos e não ouvimos tão bem feito desde "Celebrity": uma sequência consistente de músicas que poderiam vir de alguma das inúmeras boy bands dos anos 90 se, naquela época, elas conhecessem o dubstep e o house.
O som brilhante e cheio de glitter de 8-bit Heart dá espaço para algo de obscuro e sujo para acompanhar letras mais pessoais e humanas. Simon trata do cinismo e da inveja, de suas vulnerabilidades, seus anseios e ressentimentos e convoca sua armada fiel, que o apoia desde o início, a celebrar seu sucesso como artista independente.
O álbum peca pelo excesso, apenas. Não me levem a mal, adorei quase todas as músicas, mas a graça das últimas faixas acaba ofuscada em meio a repetição de estilo e estrutura de diversas canções. Das 14 faixas, 7 já foram parar na minha playlist de favoritas.
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17 comentários :

  1. *w* baixando..
    simon dando um tapa na cara das gravadoras!

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  2. Acho que o RA é bem melhor que o Born this way!!!

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  3. Amo Simon e Amei o R∆... Mais ainda tô na Dúvida se ele realmente é o melhor álbum de 2011...

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  4. BrazilianAndroids que se preparem, RA é (pelas nossas contas rs) um dos melhores albuns de 2011.
    SIMON ♥

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  5. Anônimo 1
    Melhor que Born This Way? Que exagero.

    Na minha opinião, esse álbum é OK!
    Gostei bastante de "I Hate U".

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  6. Britney Spears de calças, segue o mesmo estilo. Assim acaba ficando meio cansativo.

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  7. Amor à primeira ouvida: "I Hate U" e "Chip In Your Head".

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  8. adoro simon curtis adoro RA, adoro lady gaga odeio born this way!

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  9. Sinto uma leve passada de Poker Face em The Dark 2: Return To The Dark.

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  10. O álbum é bom, mas melhor álbum de 2011? BEEEM longe disso hein.

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  11. Alguém tem o link pra download?

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  12. Wowww! Agora me empolguei pra ouvir o disco! (:

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  13. Anônimo 6
    Faixa a faixa: http://www.mediafire.com/?ysn2kqsd2935g

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  14. Vocês andam comendo coco, gnt.

    É a mesma bosta do primeiro album. Que já era uma babaquice Britney wannabe.

    É a mesma procaria de som de sempre. E pelamor, Fábio, tu se empolga com tudo. Nunca vi um mínimo nível de senso crítico sobre música em teus posts.

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  15. senso crítico é relativo...
    Simon pode não ser a ultima bolacha do pacote e nem ter o melhor album de 2011 (que não foi algo que eu tenha dito no meu post), mas no post me ative a apreciar o cd, afinal gostei dele, e ateh msm disse que ele repete mt uma msm formula.

    agora você, que tem todo esse seu senso crítico travestido de verdade absoluta, faça seu blog e boa sorte.

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  16. Nossa Anonimo, depois dessa resposta do Fábio, eu cuspia no chão e saia nadando.

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