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“O Jardim Secreto” será readaptado para os cinemas pelos produtores de “Harry Potter”



Antes de tudo, vale lembrar que essa notícia, anunciada pelo Deadline, já tem alguns dias, mas por algum motivo só começou a bombar na websfera brasileira nesta semana. Decidimos que a pauta é interessante a pouco de compensar o delay.

É que O Jardim Secreto, livro de Frances Hodgson Burnett publicado em 1911, ganhará uma nova adaptação para os cinemas, nas mãos de grandes nomes relacionados à Harry Potter.

David Heyman, principal produtor da franquia do bruxo, estará no mesmo cargo através de sua produtora, a Heyday Films, que além de HP, possui filmes como Gravidade em seu portfólio. Já Jack Thorne, co-criador da peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada ao lado de J.K. Rowling, irá escrever o roteiro.

O engraçado é que Harry possui outras ligações indiretas com Jardim. Um exemplo é que Alfonso Cuarón, diretor de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, também dirigiu A Princesinha, longa de 1995 baseado em outra obra de Frances Burnett. Outro, é que Maggie Smith, a Profª Minerva McGonagall, viveu a governanta Sra. Medlock na adaptação cinematográfica mais conhecida do livro, lançada em 1993, sob a direção de Agnieszka Holland.



Para quem não se lembra, a história acompanha a orfã Mary, que após a morte dos pais, se muda da Índia para a velha mansão do seu tio no interior do Reino Unido. Junto ao mimado primo Colin e ao simpático Dickon, um garoto filho dos serviçais do local, descobre um misterioso jardim escondido, que fez parte do passado de seus familiares e transformará para sempre a vida dos integrantes remanescentes.

Ainda não há detalhes de elenco, início das filmagens, data de estreia ou diretor. Guillermo Del Toro, no entanto, estava envolvido numa outra versão do clássico, que a Universal anunciou em 2013, mas acabou engavetando.
quedelicianegente.com

Harry Potter e as Relíquias da Morte Pt. 2: O fim de uma era


Nota: este post foi escrito, em parceria, por três membros da equipe do blog: Mauro, Leandro e eu (Édipo). E sim, o texto tem spoilers.

Depois de 14 anos desde o lançamento do livro A Pedra Filosofal na Inglaterra, ontem, dia 15 de julho de 2011, teve cara de adeus definitivo à saga Harry Potter.
Enquanto muitas pessoas suspiravam aliviadas porque não aguentavam mais aventuras do "bruxinho", milhões de fãs worldwide ficaram, de uma vez por todas, tão órfãos quanto o protagonista da história que tanto amam. Alguns ainda vão afirmar que o fim foi na verdade em 2007, quando o livro Relíquias da Morte foi publicado, dando um fechamento à série de livros. Mas talvez essa seja uma visão limitada de Harry Potter, que não foi/é meramente uma série de livros e/ou filmes.



Harry Potter é um dos maiores, se não o maior, fenômeno na cultura pop contemporânea, a nível mundial. Goste você ou não, é inegável o impacto cultural, social, econômico e até religioso, causado pela saga: Centenas de milhões de livros vendidos; Bilheterias tão lucrativas quanto; Inúmeros produtos e serviços licenciados; Acirradas críticas de religiosos fanáticos; Um dos impulsionadores (talvez salvador) da indústria literária; entre outros diversos itens, só pra falar nos pontos "técnicos".
Num ângulo mais "lírico", temos um dos maiores e mais organizados fandoms do mundo. Os fãs do bruxo cresceram com o personagem e sempre foram receptivos à novos fãs, que foram surgindo com o tempo e aumento da popularidade. Claro, rivalidades existiam, como lutas de shippers e desprezo à posers (quem só viu os filmes). O fato é que o fandom é uma bolha gigante, que foi crescendo cada vez mais 'impulsionada pelo' e 'impulsionando o' fenômeno Potter, num ciclo vicioso nunca visto antes.
Essas pessoas ficaram ansiosas, riram e sofreram juntas, a cada lançamento que se aproximava, a cada parágrafo lido, a cada cena vista. Em meio a isso, fortes laços foram criados, amizades duradouras foram feitas e vidas foram completamente mudadas. Embora muitas dessas ligações vão continuar, é inegável que agora sentimos o verdadeiro gosto amargo do fim. Do fim de algo em comum que nos conectava.



E o fim de uma coisa tão grande e importante, só poderia ser feito, no mínimo, com maestria. Mas a verdade é que, mesmo se o último filme fosse uma completa porcaria (como algumas pessoas descreveram alguns dos anteriores), todos achariam algo ao qual se apegar para, finalmente, elogiar. Afinal, não é todo dia que se vê a maior franquia dos cinemas chegando a um ponto final. Porém, o filme Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 não é uma porcaria, não é ruim, não é regular, não é bom, é sim, sem exageros, um verdadeiro masterpiece cinematográfico.
Como tudo, Potter também possui seus fãs xiitas. Sim, daqueles que implicam até mesmo com a cor da roupa do figurante, da 2ª fileira, na 16ª cena dos alunos de Hogwarts. Todos somos um pouco assim, e sempre encontraremos defeitos e reclamaremos porque 'X' cena foi cortada, e 'Y' cena foi mudada. Neste filme, não é diferente: Há mudanças na busca das horcruxes e na batalha, que acontecem em Hogwarts. Ou, assim como o passado dos Marotos no 3º filme, o passado do Dumbledore e da Lady Cinzenta também foram apenas pincelados. Ou ainda cenas que foram esticados para suprir a separação em duas partes. Mas é importante bater na tecla, mesmo 8 filmes depois, que eles são diferentes dos livros e é impossível adaptá-los perfeitamente nos padrões comerciais (embora claro, haja soluções controversas).



Se essas mudanças geralmente soam negativas, dessa vez, também são positivas. Assim, novamente como em Prisioneiro de Azkaban - que é, sem dúvida, o filme menos fiel ao livro, mas o melhor da série até esses últimos - há pontos que chegam a ser melhores e mais didáticos do que no papel. Um exemplo disso no terceiro é a viagem no tempo, e aqui, pontos como as e-m-o-c-i-o-n-a-n-t-e-s lembranças de Snape, ou no duro ar de realismo dado à película. Isso é até algo que merece ser ressaltado. Conseguiram, na medida do possível (afinal é um filme sobre magia, er!) torná-lo cru e realista, sem parecer forçado. As cenas, principalmente envolvendo mortes, chegam a chocar. Há um momento, pós fuga do trio do Banco de Gringotes, que Voldemort caminha descalço num chão banhado de sangue dos mortos, castigados por sua ira. Ou na maneira militar, quase nazista, que demonstraram a disciplina na escola pós-ascensão do vilão.
Outro caso é o elenco impecável, tanto dos jovens atores, como dos veteranos. Entre os mais novos estão Matthew Lewis (Neville) que finalmente ganha um lugar ao sol, e a sempre brilhante Evanna Lynch (Luna), nas curtas cenas que participa. Dos veteranos os destaques vão para para Alan Rickman, que protagoniza um dos momentos mais emocionantes de toda a saga, Helena Bonham-Carter, que mostra toda sua versatilidade como Hermione se passando por Bellatrix, Ralph Fiennes e Michael Gambon, sendo mais uma vez, incríveis como Voldemort e Dumbledore, respectivamente, e, finalmente, Maggie Smith, que tem o destaque merecido (com a fala "Eu sempre quis usar esse feitiço!", que ficará guardada na eternidade).



Ainda há toda a grandiosidade técnica impecável, inerente a um blockbuster. Dos efeitos especiais espetaculares (que perdem metade da graça se você não ver em 3D) até a trilha sonora. Outro ponto importante é o roteiro que, pelos motivos já citados, foi brilhantemente adaptado por Steve Kloves – roteirista de todos os filmes, exceto A Ordem da Fênix – que conseguiu captar a essência suprassensível de um personagem implícito que acompanhou Harry desde sua primeira aparição para o mundo: a morte. A morte está impregnada na obra de J. K. Rowling em todos os momentos e no filme isso também é o ponto alto de toda a história. Nos outros tivemos frases bonitas – Dumbledore que o diga – e situações das quais sempre poderíamos aprender algo 'bonitinho'. Mas desta vez a mensagem foi muito mais arraigada. A filosofia presente na obra da escritora, que teve sua publicação rejeitada por 10 editoras inglesas, é transposta de uma forma simples e natural. Funciona quase como um conforto para os fãs, à beira de se despedir da saga, e pode ser aplicada na vida de todos nós: Dizer adeus é difícil, dói, dói muito, mas faz parte da vida. Tchau, Harry, te amamos!
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