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Retrospectiva 2016 Pt. 4/6: os melhores filmes e as melhores séries do ano



Seguindo a nossa Retrospectiva 2016, na qual já listamos os melhores clipes, os melhores álbuns, os maiores hits, melhores singles e revelações musicais, chegou a hora de falarmos das melhores séries e filmes dos últimos doze meses.

Sabendo que nem todo mundo iria namorar, ou mesmo sair pra balada nos finais de semana, tanto a indústria televisiva quanto a cinematográfica capricharam em produções que fizeram a companhia de muita gente em 2016.

Então, selecionamos os vinte filmes e vinte séries mais legais, levando em conta não só a qualidade, mas também o contexto "pop" no qual os assuntos abordados no site estão inseridos. Então sim, blockbusters também podem ser muitos bons!

Outro ponto importante, no caso os longas, é que tivemos várias estreias no Brasil de produções do ano passado - como a maioria dos indicados ao último Oscar. No entanto, demos preferência aqueles lançados e produzidos neste ano.

Crítica: 3ª temporada de “Black Mirror” deixa a série um pouco diluída



Criada em 2011, Black Mirror é uma daquelas séries que não precisam de muito para ser ovacionada. Mesmo assim, o seriado, uma antologia sobre a tecnologia, não se tornou um sucesso desde sua elaboração. Aliás, foi somente em meados de 2015, dois anos após o encerramento da segunda temporada, que sua difusão ganhou peso.

Então, depois de 7 episódios (um deles um epopeico especial de Natal) transmitidos pela Channel 4, emissora britânica, entre 2011 e 2014, a série de Charlie Brooker caiu nas graças da Netflix. Com o dobro de material do que suas predecessoras, a terceira temporada de Black Mirror testa o costume do binge watching dos usuários do serviço de streaming e faz isso com episódios consistentes/inquietantes. Entretanto, dessa vez tudo parece mais diluído e não podemos deixar de pensar em como os meios comunicacionais ditam maneiras de transmitir suas mensagens para um público presumido.

Em "Nosedive", história que abre a temporada, Lacie (Bryce Dallas Howard) vive em uma sociedade em que os likes são extremamente importantes. São eles que definem o status social e pessoas abaixo de uma classificação 2,5 são párias. Aqui, o roteiro de Brooker faz o que ele sabe fazer de melhor: extrapola um aspecto atual tecnológico e o trabalha de maneira suprarreal, de modo a nos fazer pensar sobre atos contemporâneos e refletir como a tecnologia nos deixa em um mundo de conceitos esvaziados de significação. Tudo fica ainda mais irônico e profundo quando percebemos que a paleta do episódio é toda baseada nas cores Rose Quartz e Serenity, as duas colorações do ano da Pantone que juntas significam o equilíbrio da serenidade.